Introdução sobre Criação de Abelhas

Criação de abelhas sem ferrão – Os meliponíneos são animais silvestres, nativos do território brasileiro e possuem legislação que orienta o seu manejo.

Criação de abelhas sem ferrão – Antes de começarmos a falar da criação das abelhas sem ferrão, alguns pontos merecem ser destacados:

1. Os meliponíneos são animais silvestres, nativos do território brasileiro e, como muitos outros animais, possuem legislação específica que orienta o seu manejo.

No Brasil, é a Resolução CONAMA no 346, de agosto de 2004, que disciplina a proteção e a utilização das abelhas sem ferrão. Alguns itens específicos desta legislação serão tratados neste site, mas quem quiser se aprofundar pode consultá-la na íntegra no próprio site da CONAMA.

2. São vários os objetivos que podem ser buscados com a meliponicultura. O diagrama abaixo indica alguns deles, separados em produtos diretos ou indiretos:

Objetivos da Meliponicultura
Objetivos da Meliponicultura

Apesar do conteúdo deste site ser focado predominantemente na produção de mel, a seguir serão brevemente apresentados três importantes produtos das abelhas sem ferrão no Brasil: pólen, colônias e polinização agrícola.

Pólen – Criação de abelhas sem ferrão

Como vimos anteriormente, o pólen das abelhas sem ferrão é depositado na colônia em potes exclusivos, o que torna muito fácil sua exploração. Nestes potes, o pólen natural coletado nas flores é processado pelas abelhas, as quais depositam nele algumas enzimas que auxiliam sua conservação natural.

Por ser diferente do pólen in natura, o produto das abelhas nativas recebe nomes especiais: saburá ou samburá, dependendo da região do Brasil.

Uma vez que é um composto rico em proteínas, tem sido cada vez mais procurado no mercado de alimentos naturais.
Sendo assim, é crescente a iniciativa dos meliponicultores em explorar o pólen além do mel.

Para ser vendido, geralmente é processado de duas maneiras: desidratado ou misturado com mel.

Produção de colônias – Criação de abelhas sem ferrão

A meliponicultura é uma atividade que está crescendo no Brasil, o que faz com que a demanda por colônias seja cada vez maior.

Discutiremos mais adiante que a aquisição de enxames depende de meliponários autorizados para sua comercialização e que existem técnicas de reprodução induzida que viabilizam a multiplicação intensa de colônias.

Sendo assim, o trabalho do meliponicultor pode ser focado, de forma exclusiva ou não, na produção de colônias, destinada à venda para novos produtores, pesquisadores ou polinização agrícola.

Polinização agrícola – Criação de abelhas sem ferrão

Muitos acreditam que o uso de abelhas sem ferrão para a polinização agrícola é o futuro da meliponicultura mundial.

Essa afirmação tem como base a crescente constatação da viabilidade de uso das abelhas sem ferrão para polinização de plantas de importância econômica.

Alguns exemplos comprovados são o uso de abelhas nativas para a polinização de morango, tomate, berinjela, açaí, pimentão, entre outros.

Sendo assim, dominar as técnicas de multiplicação de colônias e fundar um meliponário autorizado têm potencial não só para provimento aos meliponicultores iniciantes, mas também para ocupar um nicho de mercado que tende a se abrir cada vez mais: o fornecimento de colônias (venda ou aluguel) para polinização agrícola.

Antes de começar a criar abelhas, é interessante:

Buscar informações sobre biologia e manejo de meliponíneos, mantendo contato com criadores que já possuem experiência na meliponicultura;

Fazer um levantamento das espécies de abelhas e, se possível, sobre as plantas por elas utilizadas, existentes na região;

Definir qual será o objetivo da sua criação: comercialização (mel, subprodutos ou colônias), pesquisa, polinização, preservação das espécies ou lazer;

Aliar o(s) objetivo(s) de sua criação às espécies disponíveis.

Leia nosso post sobre Meliponicultura Como Começar

fonte: Manual Tecnológico Mel de Abelhas sem Ferrão

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