Melhor Época para Transferir Abelhas Sem Ferrão

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Transferir uma colônia de abelhas sem ferrão para uma caixa racional é um dos momentos mais delicados do manejo. A colônia pode parecer forte, a nova caixa pode estar pronta e o criador pode estar ansioso para fazer a mudança. Ainda assim, escolher uma época ruim pode aumentar muito o estresse sobre o enxame.

Melhor Época para Transferir Abelhas Sem Ferrão

Frio, calor excessivo, vários dias de chuva, pouca florada ou uma colônia ainda em processo de estabelecimento tornam a recuperação mais difícil. Por outro lado, quando a transferência acontece com temperatura favorável, alimento disponível e boa atividade das campeiras, as abelhas têm melhores condições para reorganizar o ninho.

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Por isso, neste guia você vai entender qual é a melhor época para transferir abelhas sem ferrão, quais condições observar, quando adiar a transferência e como escolher o melhor momento de acordo com a sua região.


Qual é a melhor época para transferir abelhas sem ferrão?

De forma geral, a melhor época para transferir abelhas sem ferrão é durante um período de temperaturas amenas a quentes, clima relativamente estável e boa disponibilidade de flores.

Em regiões brasileiras com inverno bem definido, isso normalmente favorece transferências durante:

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  • primavera;
  • final da primavera;
  • começo do verão.

No entanto, essa não deve ser tratada como uma regra nacional.

Em regiões tropicais, por exemplo, os ciclos de chuva e florada podem ser muito mais importantes do que a divisão tradicional entre primavera, verão, outono e inverno.

Portanto, a melhor pergunta não é apenas:

“Em qual mês posso transferir?”

A pergunta mais útil é:

“Minha colônia e o ambiente estão oferecendo boas condições para uma transferência agora?”

Essa mudança de raciocínio evita muitos erros.


Resposta rápida: quando transferir?

Para quem procura uma orientação objetiva, priorize a transferência quando houver a combinação de:

  • colônia estabelecida;
  • boa população de operárias;
  • atividade regular na entrada;
  • presença de cria;
  • disponibilidade de alimento;
  • florada na região;
  • temperatura favorável;
  • previsão de tempo relativamente estável;
  • ausência de chuva intensa;
  • ausência de frio extremo;
  • caixa definitiva pronta e protegida.

Se vários desses fatores não estiverem presentes, adiar a transferência costuma ser mais prudente.


Época do ano e momento da colônia são coisas diferentes

Esse ponto é fundamental.

Imagine que você esteja no meio da primavera, exatamente em um período normalmente considerado excelente para manejo.

Porém, a colônia que pretende transferir:

  • acabou de ocupar uma isca;
  • possui poucas operárias;
  • ainda apresenta pouca atividade;
  • está transportando pouco pólen;
  • aparentemente ainda está organizando o novo ninho.

Nesse caso, a época do ano pode ser excelente, mas a colônia ainda não está pronta.

Agora considere outra situação.

A colônia está muito bem estabelecida, porém chegou uma sequência de dias frios e chuvosos.

Novamente, talvez seja melhor aguardar.

Portanto:

boa época + colônia preparada = cenário favorável.

Apenas uma dessas condições isoladamente não é suficiente.


Por que a primavera costuma ser uma boa época?

Em muitas regiões do Sul e Sudeste, a primavera reúne condições bastante interessantes para as abelhas sem ferrão.

As temperaturas começam a subir e, além disso, diversas espécies vegetais entram em floração.

Consequentemente, aumenta a disponibilidade de recursos como:

  • néctar;
  • pólen;
  • resinas;
  • água;
  • materiais utilizados pelas abelhas na construção do ninho.

Depois da transferência, a colônia precisa trabalhar.

As operárias precisam reparar estruturas, reorganizar potes, reconstruir áreas danificadas, controlar o ambiente interno e continuar alimentando a cria.

Quanto maior a disponibilidade de recursos do lado de fora, menor tende a ser a pressão sobre as reservas existentes.

Por isso, primavera e períodos de boa florada oferecem uma vantagem importante.


E o verão? É uma boa época?

Pode ser excelente, desde que o calor não seja excessivo.

No começo do verão, muitas regiões ainda possuem:

  • floradas abundantes;
  • elevada atividade das campeiras;
  • temperaturas favoráveis;
  • dias mais longos.

Por outro lado, caixas submetidas a sol intenso podem superaquecer.

Portanto, antes de transferir uma colônia no verão, analise cuidadosamente onde ficará a caixa definitiva.

Se ela receber várias horas de sol forte, principalmente durante a tarde, o problema pode não estar na transferência.

Estará no local escolhido para manter o enxame.

Uma caixa bem instalada deve oferecer proteção térmica e contra chuva, reduzindo o esforço necessário para as próprias abelhas controlarem o ambiente interno.


É possível transferir abelhas sem ferrão no outono?

Sim, mas a decisão exige mais cuidado em regiões com inverno frio.

Uma transferência realizada no começo do outono ainda pode funcionar muito bem quando:

  • existem floradas;
  • as temperaturas continuam favoráveis;
  • a colônia está forte;
  • existe tempo para reorganização antes do frio.

Entretanto, quanto mais próximo estiver o período de escassez e frio intenso, maior deve ser a cautela.

Uma colônia recém-transferida ainda pode estar reconstruindo estruturas justamente quando começa a encontrar:

  • menos alimento;
  • temperaturas menores;
  • menor atividade externa;
  • períodos mais longos dentro do ninho.

Por isso, não existe vantagem em realizar uma transferência apenas porque a caixa definitiva já está disponível.

Às vezes, esperar é manejo.


Transferir abelhas sem ferrão no inverno é recomendado?

Em regiões frias, geralmente não é a primeira escolha para uma transferência programada.

O inverno pode trazer:

  • baixa temperatura;
  • redução da atividade externa;
  • menos floradas;
  • menor entrada de alimento;
  • maior dificuldade de recuperação após manipulações.

Além disso, abrir e desmontar estruturas do ninho provoca uma alteração temporária das condições internas.

Uma colônia forte pode lidar com isso. Ainda assim, não faz sentido criar esse desafio justamente durante uma época ambientalmente desfavorável se a transferência puder ser adiada com segurança.

Então nunca se transfere no inverno?

Não.

Existem situações de emergência.

Por exemplo:

  • recipiente danificado;
  • entrada de água;
  • risco de queda;
  • ataque grave;
  • estrutura prestes a quebrar;
  • local que oferece risco à colônia;
  • necessidade de resgate devidamente conduzido.

Nesses casos, proteger a colônia pode ser mais importante do que esperar a época ideal.

Por outro lado, uma transferência eletiva pode aguardar condições melhores.


Melhor época para transferir uma colônia capturada em isca

Esse é um dos casos mais comuns entre iniciantes.

Você instalou uma isca.

Depois de algum tempo começaram as visitas.

A movimentação aumentou.

Finalmente, percebeu que existe uma colônia ali.

É natural querer levá-la imediatamente para uma caixa de madeira.

Porém, esse é justamente o momento em que a paciência faz diferença.

A ocupação da isca não significa que toda a nova colônia já esteja plenamente estruturada.

Existe um processo de estabelecimento.

Portanto, antes da transferência, procure observar sinais consistentes como:

  • movimento regular de entrada e saída;
  • operárias entrando com pólen;
  • comportamento organizado na entrada;
  • atividade persistente durante várias semanas;
  • desenvolvimento da colônia.

O tema é importante o suficiente para ser tratado separadamente no guia Quando Transferir Abelhas da Isca para a Caixa?

Neste artigo, entretanto, o ponto principal é outro:

mesmo uma colônia já estabelecida deve ser transferida em uma época ambientalmente favorável sempre que possível.


A colônia foi capturada no final do outono: transferir ou esperar?

Esse é um excelente exemplo prático.

Imagine uma região com inverno frio.

Uma isca é ocupada no final do outono e a colônia começa seu estabelecimento.

Poucas semanas depois, as temperaturas começam a cair.

O que fazer?

Se:

  • a isca está segura;
  • não entra água;
  • o recipiente está protegido;
  • não existe risco de superaquecimento ou queda;
  • a colônia continua saudável;

pode ser mais vantajoso permitir que ela permaneça estabilizada até uma janela climática mais favorável.

Transferir simplesmente porque determinado número de dias passou não é necessariamente a melhor decisão.

O calendário deve ajudar o manejo, e não substituir a observação.


Florada pode ser mais importante do que o mês

Um dos maiores erros na meliponicultura é acreditar que existe um calendário único para todo o Brasil.

Não existe.

O país possui:

  • áreas subtropicais;
  • regiões tropicais;
  • áreas de altitude;
  • Mata Atlântica;
  • Cerrado;
  • Caatinga;
  • Amazônia;
  • zonas litorâneas;
  • ambientes urbanos.

Consequentemente, setembro em uma região pode representar condições completamente diferentes de setembro em outra.

Por isso, aprender a identificar as floradas locais é extremamente útil.

Observe:

  • árvores florindo;
  • frutíferas;
  • espécies nativas;
  • plantas ornamentais;
  • aumento de abelhas visitando flores;
  • entrada crescente de pólen nas colônias.

Quando várias fontes de alimento estão disponíveis e as colônias estão muito ativas, você possui um sinal ambiental muito mais útil do que simplesmente consultar o calendário.


Calendário prático por tipo de clima

Use esta tabela apenas como referência inicial.

Condição da regiãoEstratégia para transferência
Sul com inverno frioPriorizar primavera e começo do verão
Sudeste com inverno seco ou amenoPriorizar períodos quentes, floradas e clima estável
Centro-OesteObservar principalmente chuva, florada e temperaturas
Nordeste úmidoUtilizar o ciclo local de chuvas e flora
SemiáridoObservar período de disponibilidade real de alimento, não apenas a estação convencional
NorteAcompanhar ciclos regionais de chuva e floradas
Regiões serranasRedobrar cuidado com quedas de temperatura

Portanto, pense no calendário como uma referência.

O comportamento das próprias abelhas deve confirmar a decisão.


Qual o melhor horário do dia para fazer a transferência?

Além da época do ano, o horário também influencia o manejo.

De forma prática, deve-se evitar os períodos de calor extremo.

O objetivo é trabalhar em uma condição ambiental que permita realizar a transferência com organização, sem deixar cria e estruturas expostas desnecessariamente.

Também é importante adaptar o horário ao comportamento da espécie e ao tipo de transferência realizada.

Mais importante do que escolher um horário “mágico” é:

  • preparar tudo antecipadamente;
  • trabalhar com rapidez e cuidado;
  • reduzir o tempo de exposição;
  • não deixar alimento derramado;
  • evitar esmagamento de abelhas;
  • não desmontar a colônia mais do que o necessário.

Um manejo organizado começa antes da caixa ser aberta.


Evite transferir antes de vários dias de chuva

Chuva é um fator especialmente importante.

Depois da transferência, as abelhas podem precisar buscar recursos para:

  • reconstrução;
  • alimentação;
  • manutenção;
  • produção de novas estruturas.

No entanto, uma sequência de dias chuvosos reduz a capacidade de voo das campeiras.

Consequentemente, a colônia fica mais dependente das próprias reservas.

Por isso, se existe previsão de vários dias de chuva e não há emergência, pode ser interessante aguardar uma janela mais estável.

Além disso, certifique-se de que a nova caixa ficará protegida da água.

A transferência não resolve nada se o novo endereço possuir infiltração.


Também evite dias de calor extremo

O problema oposto também existe.

Uma colônia aberta durante condições de calor excessivo enfrenta maior dificuldade para manter o equilíbrio térmico.

Além disso, a exposição direta do ninho ao sol durante o manejo deve ser evitada.

Portanto:

  • prepare uma área sombreada;
  • mantenha a caixa definitiva protegida;
  • organize as ferramentas antecipadamente;
  • diminua o tempo de manipulação.

Se o dia está excepcionalmente quente, não existe urgência e você pode escolher outra data, esperar costuma ser a opção mais simples.


Como saber se a colônia está forte o suficiente para a transferência?

Uma colônia preparada costuma demonstrar vários sinais em conjunto.

Boa movimentação na entrada

Existe fluxo regular de operárias durante condições favoráveis.

Entrada de pólen

Operárias carregando pólen mostram que existe forrageamento ativo e normalmente alguma demanda interna por recursos.

População compatível

A colônia não parece depender de um número muito pequeno de operárias.

Presença de cria

A continuidade da cria é fundamental para a renovação da população.

Reservas

A existência de alimento armazenado oferece uma margem de segurança.

Capacidade de defesa

A entrada apresenta comportamento compatível com uma colônia organizada.

Nenhum sinal isolado é perfeito.

Portanto, observe o conjunto.

Se ainda estiver em dúvida, compare com nosso guia sobre como saber se uma colônia de abelhas sem ferrão está forte.


Colônia fraca deve ser transferida?

Depende do motivo.

Se a própria caixa ou recipiente estiver causando o problema, a mudança pode ser necessária.

No entanto, quando a transferência é opcional, manipular uma colônia já debilitada pode aumentar seu estresse.

Primeiro investigue:

  • falta de alimento;
  • pequena população;
  • ausência ou redução da cria;
  • excesso de umidade;
  • calor;
  • frio;
  • formigas;
  • forídeos;
  • caixa inadequada;
  • manipulação excessiva.

Nesse sentido, vale identificar primeiro como saber se uma colônia de abelhas sem ferrão está fraca e somente depois decidir o manejo.

Em algumas situações, fortalecer a colônia antes da transferência é muito mais inteligente.


Transferir colônia forte x colônia fraca

SituaçãoColônia forteColônia fraca
Recuperação após manejoGeralmente mais rápidaPode ser lenta
Defesa contra invasoresMaiorReduzida
Capacidade de reconstruçãoMaiorMenor
Reservas de alimentoNormalmente melhoresPodem ser limitadas
Risco da transferênciaMenorMaior
Necessidade de acompanhamentoModeradaAlta

Por isso, a força da colônia deve fazer parte da decisão.


O que analisar antes de transferir

Antes de abrir a colônia, faça esta verificação.

1. A colônia está realmente estabelecida?

Não confunda visitas exploratórias com uma colônia consolidada.

2. Existe atividade consistente?

Observe a entrada em dias favoráveis.

3. A temperatura está adequada?

Evite extremos sempre que houver possibilidade de escolha.

4. Existe florada?

Observe o ambiente e outras colônias.

5. Haverá vários dias de chuva?

Considere adiar um manejo programado.

6. A caixa definitiva está pronta?

Nunca comece primeiro para depois descobrir que falta alguma peça.

7. O local definitivo está preparado?

A caixa precisa permanecer protegida depois da transferência.

8. Existem formigas no suporte?

Resolva isso antes de instalar a colônia.

9. Você possui todas as ferramentas?

Organização reduz o tempo de manejo.

10. Existe realmente necessidade de transferir agora?

Essa talvez seja a pergunta mais importante.


Materiais necessários para uma transferência organizada

Uma transferência simples não exige um meliponário caro, porém os materiais devem estar preparados.

Dependendo da espécie e do manejo, podem ser necessários:

  • caixa racional adequada;
  • módulos correspondentes;
  • tampa;
  • suporte;
  • cobertura;
  • ferramentas para manipulação cuidadosa;
  • recipiente para resíduos;
  • materiais auxiliares de manejo;
  • proteção contra formigas;
  • elementos utilizados para fechamento e organização da caixa.

Além disso, mantenha o local limpo e organizado.

Quanto menos tempo você gastar procurando ferramentas durante a transferência, menor será o período em que a colônia ficará exposta.


Quanto custa preparar a transferência?

O custo depende principalmente da caixa escolhida e da estrutura do meliponário.

Para quem já possui ferramentas básicas, os principais investimentos normalmente estão relacionados a:

  • caixa racional;
  • suporte;
  • cobertura;
  • proteção contra chuva;
  • proteção contra formigas;
  • módulos adicionais;
  • manutenção futura.

É tentador economizar comprando a caixa mais barata possível.

No entanto, custo-benefício deve considerar também:

  • qualidade da madeira;
  • encaixe dos módulos;
  • espessura;
  • durabilidade;
  • facilidade de manejo;
  • adequação à espécie.

Uma caixa barata que empena, infiltra ou apresenta encaixes ruins pode resultar em mais manutenção posteriormente.

Por isso, comprar uma caixa adequada desde o início costuma ser uma decisão mais eficiente.


É preciso ter um grande meliponário?

Não.

Uma das vantagens das abelhas sem ferrão é a possibilidade de criação em diferentes ambientes, respeitando as características das espécies e a legislação aplicável.

É possível manter caixas em:

  • quintais;
  • jardins;
  • chácaras;
  • sítios;
  • propriedades rurais;
  • ambientes urbanos adequados;
  • áreas residenciais com estrutura compatível.

No entanto, cada nova colônia representa responsabilidade.

Você precisará acompanhar:

  • proteção da caixa;
  • disponibilidade de flores;
  • presença de invasores;
  • manutenção do suporte;
  • estado do equipamento.

Portanto, aumentar rapidamente o número de colônias nem sempre representa vantagem.

Para um iniciante, poucas caixas bem acompanhadas podem ser muito mais interessantes do que um grande meliponário mal manejado.


Vantagens de escolher uma época favorável

Planejar a transferência corretamente pode proporcionar:

  • maior disponibilidade natural de alimento;
  • melhor atividade de forrageamento;
  • recuperação mais rápida;
  • maior capacidade de reconstrução;
  • menor pressão ambiental;
  • menor necessidade de intervenção;
  • acompanhamento mais fácil pelo criador.

Além disso, uma colônia bem estabelecida contribui diretamente para a presença de polinizadores no ambiente.

Em quintais com árvores frutíferas, hortas e jardins, isso amplia o valor ecológico da criação.


Desvantagens de transferir na época errada

Uma transferência mal programada pode colocar vários fatores desfavoráveis sobre a colônia ao mesmo tempo.

Entre eles:

  • pouca entrada de alimento;
  • dificuldade de voo;
  • queda de temperatura;
  • excesso de calor;
  • baixa capacidade de reconstrução;
  • dependência maior das reservas;
  • aumento do estresse;
  • necessidade de intervenções adicionais.

Consequentemente, um manejo que deveria melhorar as condições do enxame pode produzir o efeito contrário.


Transferir agora ou esperar: comparação direta

Vale transferir agora quando:

  • a colônia está forte;
  • o recipiente atual já cumpriu sua função;
  • existe boa florada;
  • a temperatura está adequada;
  • o clima está estável;
  • a caixa definitiva está pronta;
  • o local já foi escolhido;
  • você consegue realizar o manejo corretamente.

É melhor esperar quando:

  • a colônia acabou de se instalar;
  • existe pouca atividade;
  • ela parece fraca;
  • haverá queda importante de temperatura;
  • existem vários dias de chuva pela frente;
  • há calor extremo;
  • falta equipamento;
  • a nova caixa ainda não está preparada;
  • você ainda não sabe onde instalar a colônia.

Essa comparação resolve grande parte das dúvidas práticas.


Erros comuns ao escolher a época da transferência

Transferir apenas porque completou determinado número de dias

Tempo ajuda como referência, mas não substitui sinais de estabelecimento da colônia.

Achar que primavera resolve tudo

Uma colônia fraca continua sendo fraca durante a primavera.

Ignorar a previsão do tempo

Uma sequência de chuva ou frio pode transformar uma boa semana em uma janela ruim.

Transferir no auge do calor

Escolha condições mais amenas sempre que possível.

Deixar a nova caixa no sol

A época pode estar correta, mas o local definitivo pode estar errado.

Abrir novamente poucos dias depois

Depois de uma transferência bem executada, a colônia precisa de estabilidade.

Derramar alimento durante o manejo

Mel e pólen expostos podem favorecer invasores e aumentar problemas.

Usar uma caixa inadequada

O equipamento precisa ser compatível com a espécie criada.

Transferir uma colônia visivelmente enfraquecida sem necessidade

Primeiro descubra por que ela está fraca.

Copiar o calendário de outra região

O clima brasileiro varia demais para isso.


O que fazer depois da transferência?

Terminou a mudança?

Agora começa uma fase igualmente importante: reduzir interferências.

Observe principalmente pelo lado de fora.

Acompanhe:

  • entrada e saída;
  • comportamento das guardas;
  • transporte de pólen;
  • resíduos retirados da caixa;
  • presença de formigas;
  • sinais de forídeos;
  • infiltração;
  • estabilidade da caixa.

Não abra novamente apenas por curiosidade.

A entrada da colmeia oferece muitas informações sem necessidade de desmontar o ninho.

Além disso, uma colônia recém-transferida normalmente se beneficia de tranquilidade para reconstruir e reorganizar suas estruturas.


É necessário alimentar depois da transferência?

Não automaticamente.

Essa decisão deve depender de:

  • força da colônia;
  • reservas existentes;
  • disponibilidade de flores;
  • época do ano;
  • condições climáticas;
  • espécie.

Se a região está em plena florada e a colônia possui boas reservas, pode não haver necessidade.

Por outro lado, uma colônia com pouca reserva em período de escassez pode exigir suporte adequado.

A alimentação suplementar é uma ferramenta de manejo, não uma obrigação após toda transferência.

Caso a colônia esteja debilitada, veja também como fortalecer uma colônia de abelhas sem ferrão antes de transformar a alimentação em solução para todos os problemas.


O jardim também faz parte da transferência

Pode parecer que transferir abelhas seja um procedimento restrito à caixa.

Não é.

O que existe ao redor da caixa pode influenciar diretamente a recuperação do enxame.

Um ambiente com:

  • árvores;
  • flores;
  • frutíferas;
  • plantas nativas;
  • espécies aromáticas;
  • flora distribuída ao longo do ano;

oferece melhores oportunidades de forrageamento.

Por isso, investir em um jardim funcional para polinizadores é uma estratégia de longo prazo.

Além de beneficiar as colônias criadas, esse ambiente pode favorecer:

  • abelhas solitárias;
  • borboletas;
  • outros polinizadores;
  • produção de frutos;
  • biodiversidade urbana.

O meliponário começa na caixa, mas funciona dentro de um ecossistema.


Para quem vale a pena fazer a transferência?

A transferência para caixa racional faz sentido para quem deseja:

  • acompanhar melhor a colônia;
  • manter criação organizada;
  • facilitar determinados manejos;
  • melhorar proteção do enxame;
  • estruturar um meliponário;
  • utilizar caixas adequadas à espécie;
  • desenvolver a criação de forma responsável.

Para iniciantes, a dificuldade é perfeitamente administrável quando existe preparação.

O principal erro não é falta de experiência.

É começar a transferência sem estudar o procedimento e sem deixar tudo pronto.


Para quem não vale a pena transferir imediatamente?

Não tenha pressa quando:

  • a colônia ainda está se instalando;
  • você não conhece a espécie;
  • não possui caixa adequada;
  • ainda não definiu o local definitivo;
  • a época está climaticamente desfavorável;
  • você não consegue acompanhar o enxame nos dias seguintes;
  • a colônia aparenta estar debilitada.

A melhor intervenção às vezes é não intervir.


Checklist da melhor época para transferir abelhas sem ferrão

Antes da transferência, responda:

A colônia está realmente estabelecida?

Existe boa movimentação?

Estou vendo entrada de recursos?

Existem floradas na região?

A temperatura está favorável?

Não há previsão de vários dias de chuva?

Não estamos entrando em uma forte onda de frio?

A nova caixa é adequada à espécie?

O local está protegido do sol forte?

Existe proteção contra chuva?

O suporte está seguro?

As formigas estão controladas?

Todos os materiais estão preparados?

Existe necessidade real de transferir agora?

Quanto mais respostas positivas, melhor tende a ser a janela de manejo.


Uma regra simples para acertar o momento

Se você quiser guardar apenas uma regra deste artigo, utilize esta:

não transfira olhando apenas para o calendário; transfira quando a colônia estiver preparada e o ambiente estiver favorável.

Em regiões com inverno marcado, primavera e começo do verão frequentemente oferecem excelentes condições.

Entretanto, floradas, temperatura, chuva e força da colônia valem mais do que uma data fixa.

Se a colônia acabou de ocupar uma isca, acompanhe sua evolução antes de mexer. Se estiver fraca, descubra a causa. Se houver frio, chuva intensa ou calor extremo pela frente, considere esperar.

Por outro lado, quando existe atividade intensa, recursos disponíveis, clima estável e uma caixa definitiva bem preparada, você possui uma combinação muito mais favorável.

É dessa maneira que a transferência deixa de ser apenas uma mudança de recipiente e passa a fazer parte de um manejo responsável.

Depois disso, continue acompanhando a colônia sem interferências desnecessárias e transforme também o entorno do meliponário em um ambiente rico em flores.

Uma colônia saudável beneficia não apenas o criador, mas todo o jardim e a biodiversidade ao redor.

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