Formigas na Colmeia de Abelhas: Como Evitar e Controlar

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Encontrar algumas formigas caminhando perto das caixas não significa necessariamente que uma colônia está condenada. No entanto, quando elas descobrem uma fonte constante de mel, pólen, alimento artificial ou acesso fácil ao interior da caixa, uma visita ocasional pode rapidamente se transformar em uma invasão.

Formigas na Colmeia de Abelhas: Como Evitar e Controlar

O problema merece ainda mais atenção em colônias fracas, recém-multiplicadas ou que estão recebendo alimentação suplementar. A Embrapa inclui as formigas entre as principais pragas encontradas em colmeias de abelhas sem ferrão e cita gêneros como Camponotus e Solenopsis entre os que podem atacar e até colonizar as caixas.

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A boa notícia é que grande parte dos ataques pode ser evitada sem transformar o meliponário em um local cheio de venenos. Na prática, vedação, suportes adequados, barreiras físicas, limpeza e colônias fortes costumam ser as medidas mais importantes.


Por que as formigas entram nas colmeias de abelhas?

As formigas normalmente não entram em uma caixa por acaso. Elas procuram recursos.

Dentro de uma colônia de abelhas sem ferrão podem existir:

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  • mel;
  • pólen;
  • alimento larval;
  • restos de alimento;
  • resíduos na região da lixeira;
  • crias;
  • abelhas mortas;
  • xaropes oferecidos pelo meliponicultor.

Esses materiais produzem odores capazes de atrair organismos oportunistas. Além disso, a Embrapa destaca que alimentos armazenados e resíduos internos podem favorecer a atração de pragas e predadores.

Por isso, uma pequena falha de manejo pode funcionar como um convite.

Um alimentador vazando, por exemplo, pode permitir que as primeiras formigas encontrem açúcar. Depois disso, outras operárias podem seguir a trilha química deixada pela colônia de formigas.

Consequentemente, o problema pode aumentar muito rapidamente.


Formigas podem destruir uma colônia de abelhas sem ferrão?

Podem causar prejuízos importantes, principalmente quando a colônia já está vulnerável.

Algumas espécies entram apenas para roubar alimento. Outras podem ocupar frestas da caixa, atacar abelhas, alcançar áreas internas ou estabelecer um fluxo contínuo de operárias.

A Embrapa registra que diferentes espécies de formigas são capazes de atacar e colonizar colmeias de abelhas sem ferrão. Além disso, colônias populosas normalmente possuem maior capacidade de defesa.

Isso explica por que duas caixas colocadas lado a lado podem apresentar situações completamente diferentes.

Uma colônia forte pode expulsar invasores rapidamente.

Por outro lado, uma caixa recém-dividida, com poucas operárias ou estrutura interna danificada pode apresentar dificuldade para defender todos os pontos de entrada.

Quanto mais fraca a colônia, maior deve ser a atenção

Observe principalmente:

  • divisões recentes;
  • enxames recém-transferidos;
  • colônias que perderam muitas operárias;
  • caixas abertas durante manejos recentes;
  • colônias recebendo alimentação artificial;
  • caixas com frestas;
  • colônias com pouco movimento na entrada.

Além disso, uma infestação persistente pode ser um sinal de que vale a pena avaliar a condição geral da colônia.

Leia também: Como Saber se uma Colônia de Abelhas Sem Ferrão Está Fraca.


Algumas formigas perto da caixa são motivo para preocupação?

Nem sempre.

O ponto principal é observar quantidade, comportamento e frequência.

Uma formiga isolada passando pelo suporte é diferente de uma trilha contínua entrando pela tampa.

Situação de menor preocupação

Normalmente ocorre quando:

  • aparecem poucas formigas;
  • não existe trilha definida;
  • elas não entram na caixa;
  • não há concentração perto da tampa;
  • as abelhas mantêm comportamento normal.

Nesse caso, monitore.

Situação que exige intervenção

Fique atento quando houver:

  • trilha constante subindo pelo cavalete;
  • dezenas de formigas circulando pela caixa;
  • entrada pelas frestas;
  • concentração em alimentadores;
  • formigas carregando material para fora;
  • formigas instaladas entre tampa e sobreninho;
  • queda repentina na atividade das abelhas;
  • comportamento defensivo intenso.

Nesse momento, não basta matar algumas formigas que estão visíveis.

É necessário interromper a rota de acesso.


O que fazer imediatamente quando encontrar formigas na colmeia

Antes de aplicar qualquer produto, descubra por onde elas estão chegando.

Esse detalhe muda completamente o controle.

1. Siga a trilha das formigas

Observe o caminho no sentido contrário.

Elas estão chegando:

  • pelo pé do cavalete?
  • por uma parede?
  • por um galho?
  • por um cabo?
  • por outra caixa?
  • pela prateleira?
  • diretamente do solo?

Encontrar essa “ponte” costuma ser mais eficiente do que simplesmente eliminar as formigas presentes na tampa.


2. Retire qualquer alimento exposto

Verifique imediatamente:

  • alimentadores;
  • gotas de xarope;
  • mel derramado;
  • restos de pólen;
  • favos ou potes rompidos durante manejo.

Se houve vazamento, limpe a superfície externa da caixa e do suporte.

Além disso, nunca deixe recipientes com alimento abertos próximos ao meliponário.

A própria Embrapa recomenda evitar o fornecimento de alimentação complementar em quantidade superior à necessária e reforça a importância dos cuidados de higiene.


3. Verifique as frestas

Observe principalmente:

  • tampa;
  • encaixe dos módulos;
  • alimentador;
  • junções da caixa;
  • parafusos;
  • rachaduras da madeira.

A orientação técnica para prevenção inclui manter essas aberturas bem vedadas, principalmente em colônias fracas, recém-formadas ou alimentadas. Entre os materiais citados estão resina, cera, cerume e fita adesiva.

Portanto, uma caixa bem construída também funciona como parte do sistema de defesa.


4. Elimine as pontes de acesso

Um dos erros mais comuns é instalar uma excelente barreira no cavalete e deixar um galho encostado na tampa.

Para a formiga, isso funciona como uma ponte.

Retire ou afaste:

  • folhas;
  • trepadeiras;
  • galhos;
  • fios;
  • ferramentas;
  • tábuas;
  • objetos apoiados na caixa.

A Embrapa recomenda explicitamente afastar galhos próximos às colmeias que possam servir como caminho para as formigas.


Como evitar formigas na colmeia

Prevenir costuma ser muito mais fácil do que controlar uma invasão instalada.

E o melhor sistema não depende de apenas uma técnica.

Ele combina diferentes barreiras.


1. Não coloque a caixa diretamente no chão

Esse é um dos princípios mais importantes.

Uma caixa apoiada diretamente sobre o solo oferece dezenas de caminhos para formigas, outros insetos e pequenos predadores.

Além disso, aumenta a exposição à umidade.

Prefira:

  • cavaletes;
  • suportes metálicos;
  • prateleiras;
  • estruturas suspensas;
  • suportes individuais.

Materiais técnicos da Embrapa recomendam evitar o contato direto das caixas com o solo e também mencionam a instalação das colmeias em estruturas elevadas.

Qual é o melhor tipo de cavalete?

Para controle de formigas, quanto mais simples for o caminho entre o solo e a caixa, melhor.

Um cavalete com quatro pés, por exemplo, cria quatro pontos para proteger.

Um suporte individual com um único pé central pode facilitar o isolamento.

No entanto, estabilidade também é essencial.

Portanto, não escolha um suporte muito estreito apenas para dificultar a passagem das formigas se isso aumentar o risco de queda da colmeia.


2. Instale barreiras nos pés do suporte

Esta é uma das soluções com melhor custo-benefício.

A ideia é simples: criar uma região que as formigas não consigam atravessar.

Podem ser utilizados dispositivos semelhantes a:

  • pequenos funis;
  • copos;
  • cones;
  • recipientes adaptados;
  • barreiras adesivas próprias para formigas.

A Embrapa cita inclusive o uso de recipientes ou funis invertidos instalados nos pés dos suportes, com uma barreira interna que impeça a passagem das formigas.

Uma barreira simples pode economizar uma colônia inteira

É justamente aí que o investimento costuma compensar.

Um sistema preventivo pode custar pouco quando comparado ao valor de:

  • uma caixa racional;
  • uma colônia formada;
  • alimentação;
  • tempo de manejo;
  • meses necessários para recuperação de um enxame.

Portanto, prevenção é também uma questão de custo-benefício.


3. Faça manutenção das barreiras

Instalar uma barreira e esquecer dela não funciona.

Poeira, chuva e matéria orgânica reduzem sua eficiência.

Por isso, verifique periodicamente se existem:

  • folhas criando pontes;
  • sujeira acumulada;
  • barreiras ressecadas;
  • copos deslocados;
  • rachaduras;
  • formigas passando pelas laterais.

Esse controle leva poucos minutos.

Ainda assim, pode evitar uma infestação.


4. Mantenha a caixa bem vedada

As abelhas sem ferrão são excelentes construtoras e utilizam materiais como cerume e resinas para controlar o ambiente interno.

Porém, uma caixa com rachaduras excessivas pode apresentar pontos que a própria colônia não consegue fechar rapidamente.

Isso é especialmente importante em enxames pequenos.

Durante a inspeção, observe se os módulos continuam encaixados corretamente.

Se necessário, faça os reparos adequados.


5. Cuidado com a alimentação artificial

Uma pequena gota de xarope pode ser praticamente irrelevante para nós.

Para uma formiga exploradora, entretanto, é uma descoberta importante.

Por isso:

  • não encha demais o alimentador;
  • evite vazamentos;
  • remova restos;
  • mantenha recipientes fechados;
  • não derrame xarope sobre a caixa;
  • não deixe alimento próximo ao meliponário.

Depois de alimentar uma colônia, faça uma rápida inspeção ao redor.

Se aparecer uma trilha de formigas algumas horas depois, você conseguirá agir antes que o problema aumente.


6. Mantenha o meliponário limpo

Um meliponário limpo não precisa parecer um ambiente esterilizado.

Estamos falando de um espaço que faz parte de um ecossistema.

No entanto, restos de madeira, caixas abandonadas, recipientes, telhas, folhas acumuladas e outros materiais podem criar excelentes locais para formigueiros.

A Embrapa recomenda manter o meliponário limpo e alerta que determinados revestimentos e materiais podem oferecer abrigo para formigas e outros organismos.

Nesse sentido, organização também faz parte do manejo.


7. Mantenha as colônias fortes

Uma colônia populosa possui muito mais capacidade para:

  • vigiar a entrada;
  • reparar estruturas;
  • remover invasores;
  • defender o ninho;
  • controlar resíduos internos.

Por isso, controlar formigas sem avaliar a saúde da colônia pode resolver apenas metade do problema.

Se uma mesma caixa é constantemente invadida enquanto as demais estão normais, pergunte:

essa colônia está realmente forte?

A literatura técnica destaca justamente que colônias mais populosas tendem a apresentar maior capacidade de defesa.

Leia também: Como Fortalecer uma Colônia de Abelhas Sem Ferrão.


Como controlar formigas que já estão dentro da caixa

Quando as formigas chegaram ao interior da colônia, o manejo precisa ser cuidadoso.

O objetivo é remover o problema sem causar ainda mais estresse às abelhas.

Primeiro identifique a dimensão da invasão

Abra a caixa somente se houver motivo.

Observe:

  • quantidade de formigas;
  • local onde estão concentradas;
  • presença de ninho de formigas;
  • condição dos potes;
  • área de cria;
  • população da colônia.

Se elas estiverem apenas circulando pela tampa ou por uma fresta superior, talvez seja possível controlar o problema rapidamente.

Por outro lado, se já houver grande quantidade de formigas na região da cria e do alimento, a situação exige atenção maior.


Remova mecanicamente as formigas quando possível

Em pequenas invasões, prefira:

  • pincel;
  • escova macia;
  • pano;
  • limpeza manual cuidadosa.

Evite esmagar dezenas de formigas dentro da caixa.

Além disso, trabalhe rapidamente para não deixar a colônia aberta por muito tempo.

Depois, vede o local de entrada.

Caso contrário, novas formigas podem aparecer poucos minutos depois.


Não transforme o controle de formigas em outro problema

Essa é uma regra importante.

Ao tentar eliminar rapidamente uma trilha, algumas pessoas recorrem a inseticidas.

Porém, existe uma dificuldade óbvia: formigas e abelhas são insetos.

Portanto, um produto desenvolvido para matar insetos não deve ser pulverizado indiscriminadamente sobre a caixa, entrada, plataforma ou locais onde as abelhas possam entrar em contato.

A recomendação técnica é utilizar apenas insumos agropecuários registrados e respeitar exatamente suas indicações de uso.

Evite aplicar perto da colmeia

Não use diretamente na caixa ou na entrada:

  • sprays inseticidas;
  • pós inseticidas;
  • líquidos tóxicos;
  • combustíveis;
  • solventes;
  • querosene;
  • gasolina;
  • misturas caseiras agressivas.

Além do risco direto às abelhas, essas substâncias podem contaminar superfícies e materiais utilizados pela colônia.


Isca para formiga pode ser usada perto da colmeia?

É uma situação que exige cautela.

Iscas açucaradas podem ser particularmente problemáticas se estiverem acessíveis às abelhas.

Por isso, não coloque iscas tóxicas sobre a caixa, na entrada ou em locais onde abelhas possam visitá-las.

Em um meliponário doméstico, a estratégia mais segura costuma ser começar eliminando o acesso por meio de:

  1. limpeza;
  2. vedação;
  3. retirada de pontes;
  4. barreiras nos suportes;
  5. localização do formigueiro.

Somente depois deve ser avaliada alguma medida adicional compatível com o ambiente e com as orientações do produto.


Graxa funciona contra formigas?

Barreiras aderentes instaladas nos pés dos suportes podem dificultar bastante a subida das formigas.

Documentação técnica da Embrapa cita graxa e pastas antiformigas como possibilidades para os suportes, bem como recipientes invertidos utilizados como barreira. Também ressalta que a escolha deve ser compatível com o sistema de criação adotado.

A aplicação, entretanto, deve ficar isolada das abelhas.

Não passe graxa:

  • na entrada da caixa;
  • na madeira onde as abelhas pousam;
  • próximo aos potes;
  • dentro do ninho.

O objetivo é bloquear o caminho das formigas no suporte, não tratar a colmeia.


E óleo queimado?

Algumas publicações técnicas antigas e atuais citam esse tipo de recurso em barreiras de suportes. No entanto, para meliponários domésticos, jardins e áreas onde existe risco de contato com solo, animais ou pessoas, é mais sensato priorizar barreiras físicas limpas e sistemas aderentes apropriados, evitando derramamentos e contaminação ambiental.

Além disso, hoje existem soluções mecânicas muito simples que tornam desnecessário depender desse tipo de material.


Água nos pés do cavalete funciona?

Pode criar uma barreira física.

Porém, recipientes com água exigem manutenção frequente.

Além disso, água parada merece atenção porque pode:

  • evaporar;
  • acumular sujeira;
  • perder eficiência;
  • permitir passagem por folhas;
  • tornar-se criadouro de mosquitos se ficar exposta.

Por isso, embora seja possível criar sistemas de fosso, para muitos meliponários domésticos uma barreira seca e protegida exige menos manutenção.


Canela, cravo, café ou outros repelentes caseiros funcionam?

Existem inúmeras receitas caseiras divulgadas entre criadores.

No entanto, o fato de determinado cheiro incomodar formigas não significa que ele seja a melhor opção próximo de uma colônia de abelhas.

Além disso, substâncias aromáticas colocadas dentro da caixa podem interferir no ambiente que as próprias abelhas regulam.

Portanto, não dependa de:

  • canela;
  • cravo;
  • café;
  • óleos essenciais;
  • pós aromáticos.

Primeiro resolva a causa estrutural.

Bloquear o caminho costuma ser mais previsível do que tentar repelir a formiga pelo cheiro.


Qual método tem melhor custo-benefício?

MétodoCustoManutençãoSegurança para a colôniaEficiência preventiva
Cavalete bem projetadoBaixo a médioBaixaAltaAlta
Funil ou cone no péBaixoBaixaAltaAlta
Barreira aderente isoladaBaixoMédiaAlta quando bem instaladaAlta
Vedação das frestasMuito baixoBaixaAltaAlta
Limpeza do meliponárioMuito baixoMédiaAltaAlta
Pulverização de inseticidaBaixoBaixaNão recomendada na colmeia

Para um iniciante, a melhor estratégia geralmente é combinar cavalete + barreira física + vedação + limpeza.

Não é necessário começar com equipamentos caros.


Materiais úteis para proteger o meliponário

Um pequeno kit preventivo pode incluir:

  • cavaletes adequados;
  • funis ou cones para os pés;
  • recipientes plásticos adaptáveis;
  • pasta aderente apropriada;
  • fita para vedação temporária;
  • cerume ou material adequado para reparos;
  • pincel macio;
  • espátula;
  • pano para limpeza;
  • luvas.

São materiais simples.

Consequentemente, o custo de prevenção costuma ser pequeno diante do valor de uma colônia adulta.


E quem cria abelhas em sacada ou varanda?

As formigas também aparecem em meliponários urbanos.

Em apartamentos e varandas, os principais caminhos podem ser diferentes:

  • parede;
  • suportes presos à alvenaria;
  • vasos de plantas;
  • grades;
  • fios;
  • trepadeiras.

Nesse caso, observe todos os pontos de contato.

Uma caixa instalada em uma prateleira aparentemente isolada pode receber formigas por uma única folha encostada na parede.

Por isso, o princípio continua sendo o mesmo:

reduza o número de caminhos possíveis até a colmeia.


Erros comuns no controle de formigas

Matar as formigas e não encontrar a trilha

Pouco adianta remover 20 formigas se centenas continuam chegando.

Sempre procure a origem.

Deixar galhos encostando nas caixas

Uma única folha pode anular todo o sistema antiformigas instalado no cavalete.

Alimentar e deixar xarope derramado

É uma das maneiras mais fáceis de atrair formigas.

Usar veneno indiscriminadamente

Você pode criar um risco maior para as próprias abelhas.

Ignorar uma colônia muito fraca

A invasão pode ser consequência de um problema anterior.

Abrir a caixa todos os dias para conferir

Manejo excessivo também causa perturbação.

Corrija o acesso e observe a atividade externa sempre que possível.


Formigas e forídeos podem aparecer juntos?

Podem existir diferentes pragas no mesmo meliponário, principalmente quando há colônias vulneráveis, manejo inadequado ou exposição de alimento.

Forídeos, por exemplo, estão entre as principais pragas das abelhas sem ferrão e podem se tornar especialmente problemáticos em colônias fracas ou após manejos que danificaram potes de pólen e estruturas de cria.

Portanto, se você encontrou formigas em uma colônia enfraquecida, aproveite para observar também outros sinais de desequilíbrio.

Leia também: Como Evitar Forídeos nas Colmeias de Abelhas Sem Ferrão.


Uma rotina de cinco minutos pode evitar grande parte dos problemas

Uma vez por semana, observe:

  1. se existem trilhas de formigas;
  2. se algum galho encostou nas caixas;
  3. se as barreiras continuam funcionando;
  4. se existe alimento derramado;
  5. se alguma caixa apresenta frestas;
  6. se todas as colônias mantêm movimento normal.

Depois de ventos fortes ou chuvas, faça outra verificação.

Uma folha caída sobre o cavalete já pode criar uma nova rota.

Além disso, caixas e estruturas bem protegidas tendem a exigir menos intervenções ao longo do tempo.

Leia também: Como Proteger Caixas de Abelhas Sem Ferrão do Sol e da Chuva.


Quando a presença de formigas indica um problema maior?

Preste atenção quando uma determinada colônia sofre invasões repetidamente.

Nesse caso, o problema talvez não esteja apenas nas formigas.

Avalie:

  • população de operárias;
  • condição da rainha;
  • quantidade de cria;
  • disponibilidade de alimento;
  • excesso de espaço interno;
  • vedação;
  • sinais de outras pragas;
  • histórico recente de divisão ou transferência.

Colônias fortes e populosas possuem maior capacidade de defesa, enquanto caixas vulneráveis merecem atenção especial.

Portanto, proteger o cavalete é importante, mas manter a colônia saudável continua sendo a melhor defesa de longo prazo.


O que realmente funciona contra formigas na colmeia?

Não existe necessidade de transformar o manejo em uma guerra química.

Para a maioria dos meliponários, a estratégia mais eficiente é bastante objetiva:

mantenha a caixa fora do chão, elimine pontes de acesso, vede frestas, controle vazamentos de alimento e instale barreiras nos pés do suporte.

Além disso, monitore com atenção colônias novas, fracas ou recém-multiplicadas.

Se as formigas já entraram, interrompa a trilha primeiro e faça a remoção com o mínimo de perturbação possível.

Esse conjunto de medidas custa pouco, exige poucos minutos de manutenção e protege não apenas o investimento feito nas caixas e colônias, mas também aquilo que realmente importa: abelhas fortes, polinização ativa e mais biodiversidade no jardim ou no ambiente urbano.

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