Transferências de Abelhas Nativas Sem Ferrão: Guia Completo e Seguro

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As transferências de abelhas nativas sem ferrão são procedimentos fundamentais na meliponicultura. Quando feitas corretamente, garantem a sobrevivência do enxame, reduzem o estresse das abelhas e evitam perdas da rainha ou das campeiras.

De modo geral, a transferência pode ser necessária por três motivos principais:

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  1. Transferência de enxames capturados em iscas
  2. Transferência de caixas rústicas para caixas padrão
  3. Transferência de colmeias com degradação avançada

Neste guia completo, você vai aprender como realizar transferências de abelhas nativas sem ferrão passo a passo, de forma segura e eficiente.


Quando Fazer Transferências de Abelhas Nativas

Antes de tudo, é importante escolher o momento correto para a transferência.

As transferências devem ser realizadas:

  • Preferencialmente entre 8h e 11h da manhã
  • Em dias ensolarados
  • Com temperatura acima de 23 °C

Essas condições reduzem variações térmicas internas e diminuem o estresse do enxame.


Abelhas Jataí - Isca Pet

Tipos de Transferências de Abelhas Nativas Sem Ferrão

As transferências de abelhas nativas sem ferrão se dividem em dois grandes cenários:

  • Transferência de isca PET para caixa racional
  • Transferência de caixas rústicas ou degradadas para caixas padrão

Cada situação exige cuidados específicos, que veremos a seguir.


Transferência de Isca PET para Caixa Racional

Após a captura de um enxame em isca PET, não faça a transferência imediata.
É necessário aguardar no mínimo 30 dias, período em que o enxame ainda depende do ninho-mãe.


Levando a Isca para o Local Definitivo

Após esse período:

  • Transporte a isca à noite
  • Leve-a para o local definitivo, respeitando o raio de ação da espécie

Por exemplo:

Isso evita a perda de abelhas campeiras.

Além disso, é recomendado deixar o enxame 5 dias na isca já no local definitivo, permitindo que as abelhas se adaptem ao novo ambiente.


Preparação para a Transferência

Antes de iniciar, organize todo o material necessário:

  • Caixa nova (preferencialmente caixa INPA)
  • Estilete, faca ou formão
  • Cera
  • Fita crepe
  • Alimentador (se necessário)

⚠️ Importante: mantenha a isca PET na mesma posição da captura durante todo o processo.


Passo a Passo da Transferência da Isca PET

  1. Retire o saco preto e o jornal que envolvem a isca
  2. Observe a posição do ninho e dos potes de alimento
  3. Corte a isca cuidadosamente, evitando danificar o ninho
  4. Separe o ninho com o invólucro dos potes de alimento
  5. Transfira o ninho para a caixa nova
  6. Coloque apenas potes de alimento intactos
  7. Aplique um pouco de cera na entrada da nova caixa
  8. Feche a caixa e vede todas as frestas com fita crepe
  9. Posicione a caixa exatamente onde estava a isca PET

Após 3 dias, forneça alimentação artificial para auxiliar o desenvolvimento do enxame.


Transferência de Caixas Rústicas ou Degradadas para Caixas Padrão

Esse tipo de transferência é comum quando:

  • A caixa antiga está deteriorada
  • O manejo precisa ser padronizado
  • Há risco estrutural para o enxame

Passo a Passo da Transferência

  1. Retire cuidadosamente os potes de alimento ao redor do ninho
  2. Separe potes intactos dos danificados
  3. Descole o ninho com todo o invólucro, evitando desmontá-lo
  4. Transfira o ninho para a caixa nova
  5. Recolha abelhas que não voam e coloque-as na nova caixa
  6. Feche a caixa e posicione-a no mesmo local da caixa antiga
  7. Aplique cera na entrada para facilitar o reconhecimento
  8. Vede todas as frestas com fita crepe

Geralmente, a rainha permanece dentro do ninho, não sendo necessário procurá-la.

Retirando potes de mel
Retirando potes de mel
Retirando o ninho
Retirando o ninho

Alimentação Após a Transferência

Após 24 horas, o enxame já pode ser alimentado:

  • Utilize potes intactos da transferência
  • Ou forneça alimentação artificial em alimentador adequado

Esse cuidado é essencial para evitar perdas nos primeiros dias.


Cuidados Importantes nas Transferências de Abelhas Nativas

Durante qualquer transferência, lembre-se:

  • Evite danificar potes de mel
  • Nunca deixe frestas abertas
  • Reduza odores de mel expostos (evita forídeos)
  • Trabalhe com calma e organização

Esses detalhes fazem toda a diferença para o sucesso da transferência.


Conclusão

As transferências de abelhas nativas sem ferrão são procedimentos delicados, porém totalmente seguros quando realizados corretamente.
Com planejamento, técnica adequada e atenção aos detalhes, é possível transferir enxames sem perdas e com rápido restabelecimento da colônia.

Seja em iscas PET, caixas rústicas ou colmeias degradadas, o respeito ao comportamento natural das abelhas é a chave do sucesso.

Vedação da nova caixa
Vedação da nova caixa após a Transferências de Abelhas Nativas

FAQ – Perguntas Frequentes

Quando fazer transferências de abelhas nativas sem ferrão?

Em dias ensolarados, entre 8h e 11h, com temperatura acima de 23 °C.

Quanto tempo esperar para transferir um enxame capturado em isca?

O ideal é aguardar pelo menos 30 dias após a captura.

Preciso procurar a rainha durante a transferência?

Não. Geralmente a rainha está dentro do ninho, junto ao invólucro.

Por que vedar a caixa após a transferência?

Para evitar a entrada de forídeos e outros inimigos naturais do enxame.

Após quanto tempo devo alimentar o enxame transferido?

Após 24 horas, utilizando potes intactos ou alimentação artificial.

75 comentários

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  1. Olá, no bloco da minha casa tem um enxame eu acredito de mandaguari preta, posso fechar a entrada atual e abrir um furo do outro lado? Preciso fechar a área onde elas estão entrando atualmente. E o outro lado ficará para a área externa. Obrigado.

  2. Tenho uma isca pet com jatai com 60 dias no meu jardim. Agora vou transferir para uma caixa e coloca-la no meu quintal. Tenho que fechar a a caixa pir alguns dias. Tenho que colocar a caixa na mesma posição?

  3. Onde posso colocar uma caixa com isca pra abrir futuros novas colmeias que saíram da caixas?

  4. Você tem acesso a algum estudo que comprove a existência das espécies Melipona Interrupta( Jupará) e Melipona compressipes manaosensis (Jupará), pois dizem ser a mesma espécie batizada duas vezes. Eu já pesquisei e até falei com pessoas do INPA, mas ainda não pude confirmar a existência de ambas ou se são a mesma abelha.
    Obrigado!