Monitoramento de Colônias de Abelhas

Monitoramento de colônias de abelhas – Saiba qual a freqüência e procedimentos com que se deve examinar uma colônia de abelhas para avaliar seu desenvolvimento.

Monitoramento de colônias de abelhas – Uma dúvida persistente entre os meliponicultores se diz respeito a frequência que se deve abrir o enxame para avaliar o seu desenvolvimento.

Não existe uma frequência correta e certa. Vai depender da espécie criada, dos objetivos da criação, da época do ano e também da idade do enxame.

Muitos meliponicultores tem receio em abrir as caixas para observar o desenvolvimento do enxame. Com receio dos danos que a abertura pode causar.

Utilizando uma caixa apropriada e tendo o cuidado no manuseio, não é preciso se preocupar.

Caixas que possuem divisão por alças, que dividem ninho da alimentação, como por exemplo as Caixas INPA, possibilitam uma maior frequencia de avaliações do enxame.

Monitoramento de Colônias - Mirim Droryana
Monitoramento de Colônias – Mirim Droryana

Abrindo apenas o espaço da melgueira, o ninho não fica exposto as variações de temperatura. Vale lembrar que não se deve abrir a caixa com temperaturas baixas, o ideal é acima de 20 graus.

A seguir, serão apresentadas as principais atividades que o meliponicultor pode, ou deve, realizar no dia-a-dia de manejo das colônias.

Alimentação complementar – Monitoramento de colônias de abelhas

Como as abelhas são livre para ir e vir e produzem seu próprio alimento, a alimentação induzida às colonias de abelhas é tratado como alimentação complementar ou artificial. Seu principal objetivo é dar suporte ao desenvolvimento das colônias.

Ao receberem uma alimentação artificial, as operárias economizam a energia que seria gasta indo coletar néctar no campo, podendo assim, ajudar em outras atividades essenciais dentro da colmeia como defesa, limpeza, organização e suporte às atividades de postura da rainha.

A maior parte dos meliponicultores modernos são adeptos à sua utilização da alimentação artificial, pois os resultados obtidos com esta prática são muito positivos.

Existem três tipos de alimentação artificial, Alimentação Energética, conhecido como xarope de água e açucar, Alimentação Proteica, que pode ser bombom de pólen e proteína de soja, e também Alimentação Estimulante, que também é um xarope com água e açucar e limão.

A alimentação artificial tem como objetivo evitar a falta de alimento no enxame. Principalmente nas épocas de entressafra onde a disponibilidade de néctar e pólen é pequena.

A alimentação artificial deve ser introduzida na colonia em alimentadores especificos. Existem alimentadores internos e externos, você decide qual tipo usar de acordo com a sua necessidade ou preferencia.

É importante destacar que o meliponicultor focado na produção de mel não deve alimentar suas colônias na época da florada. Pois assim o xarope armazenado altera as características naturais do mel que vai ser colhido.

Recomenda-se que um mês antes do início da florada a alimentação seja suspendida.

O meliponicultor focado exclusivamente na produção de colônias, entretanto, pode alimentar suas colônias o ano todo. Já que o mel não vai ser comercializado e o número de divisões possíveis de serem realizadas ao longo do ano pode ser maior.

Qual a quantidade e a frequência certa para aplicação do xarope? – Monitoramento de colônias de abelhas

Não existe um número certo, vai depender muito do grau de desenvolvimento da colonia alimentada. Enxames muito populosos podem receber mais alimentos do que enxames mais fracos como divisões recentes por exemplo.

O ideal é que o enxame consiga consumir a quantidade de alimento oferecida em um dia, assim evita que o xarope fermente dentro da colonia.

Para saber a quantidade ideal para determinado enxame deve-se ir experimentando aos poucos dosagens diferentes. Uma boa quantidade de xarope é oferecer 50ml a cada três dias. Assim você evita que o xarope fermente e evita abrir a colmeia todos os dias.

Em alimentadores externos o xarope pode ser oferecido diariamente, porém esta pratica pode atrair muitas abelhas apis melliferas.

RESUMINDO: – Monitoramento de colônias de abelhas

50ml a cada três dias é uma ótima pedida.

Monitoramento do ninho

A frequência de monitoramento do ninho deve ser menor do que a de alimentação. Assim verificações quinzenais ou até mesmo mensais são mais que o suficiente.

Portanto durante uma avaliação de um ninho, o meliponicultor deve verificar o tamanho da população do seu enxame, quantidade e tamanho dos favos de cria e se a postura da rainha esta de forma correta.

Com estas observações o meliponicultor tem as informações necessárias para saber se o enxame necessita ser alimentado ou então se o enxame esta forte o suficiente e pronto para ser dividido.

Outra observação muito importante durante o monitoramento de colonias de abelhas é quanto a possiveis ataques de inimigos naturais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.