Como Capturar Abelhas Nativas

Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão – Como fazer iscas para capturar enxames de abelhas nativas sem ferrão.

Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão – A captura de enxames é feita através da utilização de iscas para capturar abelhas. As iscas são feitas utilizando garrafas pet ou caixas isca com loção atrativa para abelhas.
O grande segredo de como capturar enxames de abelhas está relacionado ao local de instalação da isca de captura.

Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão

As iscas pet são feitas com garrafas pet de 2 litros até 5 litros, dependendo da espécie de abelha sem ferrão. Assim para abelhas maiores como Mandaçaia, Uruçu entre outras, é recomendado iscas de 2,5 litros para mais. Por outro lado abelhas menores como Jataís, plebeias etc.. uma garrafa de 2 litros serve muito bem.


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão – Isca pet – Materiais

Como Capturar Abelhas Nativas sem Ferrão – Materiais Isca Pet

Primeiramente é preciso reunir os materiais para a confecção da isca pet:

Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão – Isca pet – Confecção

A garrafa pet deve estar bem lavada sem nenhum cheiro para poder receber o atrativo. Coloque um pouco de atrativo dentro da garrafa e espalhe por toda a parte interna. Assim deixe secar bem para evaporar o álcool do atrativo.

Enrole a garrafa com três folhas de jornal, utilize a fita adesiva para prender o jornal na garrafa. O jornal serve para que não passe luz para dentro da garrafa e também para o conforto térmico do enxame.

Por fim, coloque a garrafa dentro de um plástico preto para o interior da garrafa ficar completamente escuro. Pode ser utilizado sacos de lixo preto ou também sacos para toner que são fáceis de encontrar par vender pela internet.

Por fim você pode colocar uma mangueira dobrada ou um cano no bocal da garrafa. Assim auxilia o enxame a construir a sua entrada característica. Apenas furando a tampa da garrafa, também funciona.

Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão – Isca Tetra Pak

Além disso é possível fazer uma isca para capturar enxames de abelhas nativas sem ferrão com caixas de leite tetra pak. Geralmente utilizada para capturar abelhas menores por conta de seu volume ser de apenas 1 litro.

A grande vantagem da utilização de isca Tetra Pak é de que o isolamento térmico e de luz já esta pronto na caixa. Então você só vai ter o trabalho de passar o atrativo dentro da caixa tetra pak.

Como Capturar Abelhas Nativas – Isca Tetra Pak

Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão – Caixa isca

Portanto mais uma maneira de fazer isca para capturar abelhas nativas sem ferrão é utilizando uma caixa isca. Este modelo geralmente é utilizado quando o local onde vai ser feita a captura é na propriedade do meliponicultor. Portanto podemos ter dois tipos de caixa isca, caixas novas e caixas que foram feita alguma transferência recente.

Caixas novas necessitam que seja passado o atrativo internamente. As caixas reaproveitadas geralmente já possuem o cheiro característico impregnado. Assim não é preciso passar o atrativo nela.

Como Capturar Abelhas Nativas sem ferrão – Instalando Iscas

Para potencializar as chances de captura, a instalação da isca pet para capturar enxames de abelhas deve ser feita em uma árvore de tronco grosso. A um metro de distância do chão sem incidência de sol.

Esta é a posição perfeita para capturar enxames de abelhas nativas sem ferrão de todas as espécies. Borrifar atrativo de abelhas sem ferrão na isca instalada também aumentam as chances de captura.

As iscas instaladas devem ser periodicamente visitadas para verificar se algum enxame foi capturado. Caso seja verificada a movimentação de abelhas na isca, deve-se aguardar de 30 a 60 dias para fazer a transferência desta captura.

Este é o período em que o enxame capturado na isca possui dependência de recursos do enxame mãe. A observação de entrada de pólen na isca é um sinal de que o enxame esta consolidado e estocando alimento.

Caso nenhuma captura seja observada, retoque o atrativo com o borrifador na parte externa da isca e aguarde a próxima visita periódica.

Como fazer Atrativo para Abelhas

Como fazer Atrativo para Abelhas – Veja como fazer atrativo para abelhas nativas sem ferrão e Apis Mellifera e potencializar as capturas de enxames de abelhas.

Como fazer atrativo para abelhas – Um bom atrativo colocado em uma isca, potencializa as capturas de enxames de abelhas.

O atrativo para abelhas é uma das coisas importantes para obter sucesso nas capturas de enxames de abelhas. Portanto é muito importante caprichar na confecção da loção atrativa para as abelhas.


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Como fazer atrativo para abelhas nativas sem ferrão – Materiais

Como fazer atrativo para abelhas – Geopropolis Abelha Mandaçaia

Primeiramente vamos aos materiais necessários para realizar a confecção da loção atrativa para as abelhas. Portanto precisaremos de uma garrafa pet vazia, geoprópolis e/ou própolis e/ou cera de abelhas e o álcool.

A garrafa pet é o recipiente em que o geoprópolis e/ou própolis e/ou cera vão dissolver com ajuda do álcool.

O geoprópolis, própolis e a cera servem para deixar o odor característico de uma colmeia de abelhas assim atraindo as abelhas que estão procurando um novo lar para a isca pet.

O álcool serve para dissolver a cera, geoprópolis e o própolis, assim com a cera e própolis dissolvidos é possível “pintar” a isca pet por dentro deixando o cheiro característico de um local ideal para a instalação de um enxame. Utilize álcool 92,8, álcool de cereais ou até mesmo o Etanol. Estes três tipos de álcool funcionam muito bem.

Como fazer atrativo para abelhas nativas sem ferrão – Medidas

Certamente quanto mais concentrada for a loção atrativa, melhor serão os resultados. Por isso, uma boa medida para se fazer o atrativo para as abelhas é utilizar 500g de geoprópolis, própolis e cera, diluídos em 1 litro de álcool. Como foi dito anteriormente, quanto mais concentrado melhor, então nada impede de você colocar mais materiais em 1 litro de álcool.

Como fazer atrativo para abelhas nativas sem ferrão – Confecção

Misture a cera, geoprópolis, própolis e o álcool dentro da garrafa pet. Deixe a cera, geoprópolis, própolis em pequenos fragmentos, assim mais rápida será a diluição. Alguma pessoas trituram os materiais em um liquidificador velho para acelerar o processo. Durante 30 dias, agite a garrafa por 2 minutos diários para dissolver os materiais. Dependendo do tamanho dos fragmentos a loção pode levar menos tempo para ficar pronta.

Depois de 30 dias, a loção atrativa para abelhas nativas sem ferrão estará pronta para ser utilizada na confecção das iscas pet.

Loção Atrativa para Abelhas nativas sem Ferrão

 

Como fazer atrativo para abelhas Apis Mellifera – Materiais

Capim-Cidreira

Para confeccionar o atrativo para abelhas, precisaremos de uma garrafa pet, capim-cidreira e álcool.

A garrafa pet é o recipiente em que o capim-cidreira vai soltar o cheiro com ajuda do álcool.

O capim-cidreira, também chamado de capim-limão, capim-santo e erva-príncipe é o principal atrativo para abelhas apis melliferas. O cheiro do capim-cidreira funciona muito bem como atrativo para captura de abelhas apis melliferas.

O álcool serve para retirar o cheiro do capim-cidreira e assim que o cheiro estiver impregnado no álcool é possível utiliza-lo nas caixas isca deixando o cheiro característico de um local ideal para a instalação de um enxame. Utilize álcool 92,8, álcool de cereais ou até mesmo o Etanol. Estes três tipos de álcool funcionam muito bem.

Como fazer atrativo para abelhas Apis Mellifera – Medidas

O atrativo para abelhas apis mellifera não tem muito segredo. Um punhado de capim-cidreira e um ou dois litros de álcool.

Como fazer atrativo para abelhas Apis Mellifera – Confecção

Coloque o máximo possível de capim-cidreira dentro de uma garrafa pet e complete-a com o álcool. Durante 30 dias, agite a garrafa por 2 minutos diários para soltar todo o cheiro do capim-cidreira no álcool.

Assim, depois de 15 a 20 dias, a loção atrativa para abelhas estará pronta para ser utilizada na confecção das caixas iscas.

Loção Atrativa para Abelhas Apis Mellifera

Alimentação das Abelhas

Alimentação das Abelhas – Mel e Pólen são alimentações naturais das Abelhas. Alimentação artificial Proteica, Bombom de pólen, Xarope Energético e Estimulante

Alimentação das Abelhas é basicamente mel e pólen. Assim o mel é a principal fonte de energia das abelhas e o pólen serve como suplemento alimentar de minerais, vitaminas e proteínas.

Abelha Forte – Alimentação das Abelhas

Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Maturação do Mel

Em primeiro lugar as abelhas operárias coletam o néctar e o pólen das flores. Assim o néctar é armazenado no papo de mel ou vesícula nectífera das abelhas. Invertase, Diastase, glicose ocidase, catalase e fosfatase são enzimas acrescentadas ao néctar durante o transporte ate a colmeia. Portanto quando as abelhas operárias, que coletaram o néctar, chegam a colmeia, elas repassam boca a boca o néctar para as outras abelhas operárias que ficam dentro do ninho.

Portanto é neste momento que ocorre a reação enzimática do organismo da abelha operária. Assim a sacarose que é a principal substância do néctar, é transformado em frutose e dextrose. Portanto as abelhas que receberam o néctar dentro da colmeia, armazenam o néctar em potes de mel no caso das abelhas sem ferrão ou em favos no caso das abelhas apis melliferas. Por fim após o armazenamento, as abelhas produzem calor para evaporar a umidade do néctar armazenado, ocasionando a maturação do mel.

O Pólen

O pólen trazido pelas operárias também é armazenado em potes ou favos. Geralmente são armazenados mais próximos ao ninho e as crias.

O pólen é a fonte de minerais, vitaminas e proteínas da alimentação das abelhas, principalmente para abelhas recém nascidas.

Abelha coletando Pólen

Alimentação Artificial

Em muitas regiões do Brasil, a oferta de alimentação das abelhas, néctar e pólen, por vezes diminui drasticamente com a chegada do inverno. Portanto é neste momento o meliponicultor ou apicultor deve ajudar na sustentação alimentar das suas colmeias oferecendo uma alimentação das abelhas de forma artificial. Assim os enxames devem ser alimentados se for verificado o baixo estoque de alimento durante o monitoramento das colmeias.

A falta de alimentação das abelhas em um enxame faz com que muitas abelhas morram de fome, como também, que a rainha diminua ou até mesmo pare a postura. Assim fazendo com que a população diminua e o enxame enfraqueça podendo ocasionar a extinção do enxame.

Existem dois principais tipos de alimentação artificial, Alimentação das abelhas Energética e Proteica.

Alimentação das Abelhas Energética(Xarope)

A alimentação energética pode ser dividida entre alimentação de mantença e alimentação estimulante. Portanto a alimentação energética estimulante tem como objetivo simular a entrada de néctar na colmeia. Assim a rainha percebendo a entrada de alimento na colmeia, aumenta a postura. A alimentação energética de mantença tem como objetivo suprir a falta de alimento estocado pelas abelhas. Para abelhas sem ferrão pode ser introduzido 50ml a cada 3 dias.

Alimentação das Abelhas – Mantença

a) Composição: 50% açúcar + 50% de água fervida

b) Preparo: Basta ferver a água para eliminar qualquer impureza e depois misturar o açúcar até dissolver.

Alimentação das Abelhas – Estimulante

a) Composição: 30% de Açúcar + 70% de Água + 1g de Ácido Cítrico para cada kg de açúcar.

b) Preparo: Misturar a água e o açúcar e levar ao fogo. Quando começar a fervura, adicionar o ácido cítrico e ferver por 3 minutos.

**Detalhe muito importante: não deixar a calda ferver por mais de 3 minutos. O excesso de fervura provoca a formação de HMF(Hidroximetilfurfural). Esta substância é fatal para as abelhas.

*Observação: Os açucares comerciais passam por processos químicos, então é melhor utilizar o açúcar mais bruto possível, evitando os refinados. Segue a ordem do melhor açúcar ao pior para ser usado para fazer o xarope:

Açúcar Mascavo -> Demerara -> Cristal -> Refinado -> Açúcar de confeiteiro.

Alimentação das Abelhas Proteica

A alimentação proteica tem como objetivo introduzir proteínas no enxame que são a suplementação da alimentação das abelhas e simulam a entrada de pólen no enxame. A alimentação proteica é feita de formas diferentes para abelhas apis melíferas e abelhas sem ferrão.

Apis Mellifera:

a) Composição: 25% farelo de soja + 75% de açúcar

b) Preparo: Triturar o farelo de soja até o ponto de farinha fina, triturar o açúcar e depois misturá-los.

c) Utilização: Colocar em cada colmeia, 500g da mistura em uma folha de papel encima dos caixilhos. Suficiente para 30 dias.

Abelhas Sem Ferrão:

Para as abelhas sem ferrão a introdução de proteína no enxame é feita através de bombons de pólen. Assim os Bombons são confeccionados misturando pólen moído(Passo 2) com um pouco de mel até formarem uma massa firme(Passo 3). Coloque mel aos poucos, pois a mistura não pode ficar muito mole, assim, depois que a mistura estiver homogenia e firme, deve ser feito bolinhas do tamanho do pote de pólen da espécie que vai receber os bombons.

Com as bolinhas feitas, deve-se mergulha-las em cera derretida e em seguida em água fria para formar uma proteção ao pólen(Passo 4), simulando os potes de pólen que as próprias abelhas fazem(Passo 5). Por fim, para fechar o furo do palito, basta mergulhar novamente o bombom de pólen somente no furo(Passo 5).

Portanto, depois de pronto os bombons, eles devem ser introduzidos no enxame. Assim as abelhas vão fazer um pequeno furo no bombom e vão consumindo o pólen aos poucos. Os bombons podem ser repostos assim que as abelhas terminarem de consumi-los.

Como fazer bombom de pólen

Bombom de Pólen – Passo 1
Bombom de Pólen – Passo 2
Bombom de Pólen – Passo 3
Bombom de Pólen – Passo 4
Bombom de Pólen – Passo 5
Bombom de Pólen – Passo 6

Abelhas Mandaçaia

Abelhas Mandaçaia – Melipona Quadrifasciata, popularmente conhecida por Mandaçaia.

Abelhas Mandaçaia – Melipona Quadrifasciata, popularmente conhecida por Mandaçaia, que na linguagem indígena significa Vigia Bonito,  devido ao enxame sempre ter um vigia que fica na entrada da colmeia. Portanto as abelhas Mandaçaia são abelhas sem ferrão nativas brasileira da tribo Meliponini e gênero Melipona. Esta espécie mede de 10mm a 12mm de comprimento e tem o corpo preto com faixas amarelas no abdome. Na natureza ela constrói seus ninhos em ocos de árvores.

Abelhas Mandaçaia Vigia

Nome Popular: Mandaçaia, MQQ, MQA.


Nome Científico: Melipona Quadrifasciata Quadrifasciata, Melipona Quadrifasciata Anthidioloides.


População: 400 a 600 abelhas.


Alcance de voo: 2,5 km.


Tamanho de Caixa INPA: MQQ: Ninho e sobre ninho 18x18x7. Melgueira 18x18x5. MQA: Ninho e sobre ninho 16x16x7. Melgueira 16x16x5


Distância entre colmeias: 20 cm de distância


Produção de mel: 2 kg por ano


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Subespécies

Existem duas subespécies de abelhas Mandaçaia:

Mandaçaia Melipona Quadrifasciata Quadrifasciata (MQQ) que possui quatro listras amarelas em seu abdome. É a maior abelha da subespécie e suporta climas mais frios e úmidos.

Mandaçaia Melipona Quadrifasciata Anthidioloides (MQA) que possui quatro listras amarelas em seu abdome, porém as listras são interrompidas no centro do abdome. É uma abelha um pouco menor e prefere regiões mais quentes.

Também existem as abelhas Mandaçaia Mestiça, que é a mistura das duas subespécies MQQ e MQA.

Abelhas Mandaçaia Quadrifasciata – MQQ, MQA, Mestiça

Onde encontrar abelhas mandaçaia

As abelhas mandaçaia são encontradas ao longo da costa atlântica desde o Norte até o Sul do país. A MQQ é uma abelha maior e mais robusta e possui um bom controle de temperatura corporal, assim é mais resistente ao frio e a uma maior umidade relativa. Portanto ela é encontrada nas regiões de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A MQA é encontrada em regiões mais ao Norte. O estado de São Paulo possui as duas subespécies de abelhas Mandaçaia.

Ninho

O ninho de abelhas Mandaçaia tem uma entrada característica construída com uma mistura de barro, saliva e resina extraída das plantas formando sulcos radiais. Dessa forma o caminho da entrada até o ninho passa apenas uma abelha e sempre esta protegido por uma abelha vigia.

O ninho é envolvido por um invólucro de cera e própolis com a finalidade de preservar a temperatura e manter aquecidos os discos de cria.

Os discos de cria são empilhados um em cima do outro separados por pilares que deixam espaço suficiente para que as operárias possam fazer a limpeza e reparos nos discos. Os discos são formados por várias células de cria que medem 1cm de altura por 0,5cm de comprimento cada uma.

No entorno do ninho são construídos os potes de pólen e mel, que medem de 3 a 5cm de altura por 1 a 3cm de diâmetro.

A população de um enxame varia de 300 a 500 abelhas. As abelhas mandaçaia são extremamente mansas. Enxames fortes podem se tornar mais agressivos causando um pouco de receio em quem não conhece a espécie, mas dificilmente beliscam.

Organização

Assim como todos os apídeos, as abelhas Mandaçaia possuem uma sociedade organizada dividida em: operárias, zangões e rainha. O período completo de uma Melipona é de aproximadamente 38 dias, sendo 5 dias de desenvolvimento embrionário(ovo), 15 dias de estágio larval e 18 dias de estágio pupa. Assim após este período uma abelha vive entre 40 e 52 dias.

Operárias

As abelhas mandaçaia operárias desempenham diversas funções no enxame de acordo com a sua idade. Primeiramente as abelhas mais novas que apresentam uma coloração mais clara ficam na região dos discos aquecendo as crias. Um pouco mais velhas elas começam a trabalhar na construção de células e na colocação de alimento larval. Com um pouco mais de tempo passam a trabalhar na construção de invólucro e potes de alimento. Quando chegam a fase adulta as operárias irão forragear, que significa, coletar néctar, pólen e água para a colmeia.

Uma característica de abelhas mandaçaia é de que as operárias tem seus ovários desenvolvidos, o que significa que também podem fazer postura. Essa postura pode ocorrer antes ou depois da postura da rainha. Ovos de operárias postos antes da postura da rainha são comidos pela rainha. Ovos de operárias postos após a postura da rainha darão origem a Zangões. Isso acontece porque a larva de zangões se desenvolve mais rápido e se alimenta do ovo posto pela rainha.

Zangões

Os machos de abelhas mandaçaia realizam algumas tarefas dentro da colmeia como por exemplo a desidratação do néctar e aquecimento do enxame. Sua principal função é a fecundação da rainha virgem durante o vôo nupcial.

Rainha

Como as abelhas mandaçaia são do gênero Melipona, de cada 100 abelhas que nascem, de 12 a 30 são princesas virgens. Assim o enxame escolhe uma para se tornar a rainha e esta faz o voo nupcial para ser fecundada por um zangão. As demais princesas de abelhas mandaçaia são eliminadas da colmeia.

O enxame também decide o momento de fazer a troca da rainha por ela estar velha e fazendo pouca postura.

Abelhas Mandaçaia Rainha

Abelhas mandaçaia como capturar

A captura de abelhas mandaçaia é feita através de iscas pet. Como ela é uma abelha de maior porte, é recomendado fazer iscas maiores utilizando garrafas pet de 2,5 litros, 3 litros e 5 litros pois elas precisam de um espaço maior do que uma isca comum com pet 2 litros. Existe a possibilidade de ser capturada em garrafa pet 2 litros, mas as chances são menores.

A loção atrativa é feita com a mistura de 400 gramas de geoprópolis e cera dissolvidas em 1 litro de álcool. Quanto mais concentrada a solução melhor.

Abelhas mandaçaia como criar

A criação de abelha mandaçaia é relativamente simples. Assim por ser uma abelha robusta e resistente, basta o meliponicultor ter os mínimos cuidados no manejo e nas revisões periódicas que o enxame se desenvolve tranquilamente. A prevenção contra forídeos utilizando armadilhas para forídeos é muito importante para o desenvolvimento da colmeia.

Além disso as revisões devem ser feitas de 15 em 15 dias. Principalmente observando a quantidade de abelhas mandaçaia, quantidade de alimento estocado e a limpeza da caixa. Assim se a caixa estiver com muita sujeira acumulada, deve-se ajudar as abelhas removendo esta sujeira.

Colmeias com poucas abelhas mandaçaia e pouco alimento estocado é sem dúvida recomendado alimentar o enxame com alimentação energética. A cada 3 dias colocar 50 ml de alimentação energética dentro da colmeia.

Abelhas mandaçaia caixa

O melhor modelo de caixas para abelhas mandaçaia é o modelo caixas INPA. Este modelo auxilia na divisão de enxames e nas revisões periódicas. As medidas das caixas variam com a subespécie de abelhas mandaçaia. Por exemplo uma MQQ é recomendado medidas internas de 18cm x 18cm x 7cm até 20cm x 20cm x 7cm. Por outro lado a MQA se desenvolve muito bem em caixas com medidas internas de 16cm x 16cm x 7cm. A espessura da caixa vai depender da região onde está o enxame, por exemplo, no Sul onde faz bastante frio no inverno, é utilizado espessuras de 4cm até 5cm.

Como dividir enxame de abelhas mandaçaia

A multiplicação de enxames de abelhas mandaçaia é bastante simples principalmente por não necessitar de uma realeira para desenvolver uma rainha, porém requer alguns cuidados pontuais. Primeiramente nunca faça a divisão de uma colmeia fraca. Portanto para o sucesso da divisão é muito importante uma grande quantidade de campeiras trabalhando na nova colmeia.

Retire de dois a três discos de cria maduros do enxame forte e coloque na nova caixa apoiados por bolinhas de cera. Não deixe os discos de cria em contado direto com a madeira da caixa. Dê algumas batidas na caixa antiga para que as campeiras que estão dentro da caixa saiam. Quando uma nuvem de campeiras estiver ao redor da caixa, coloque a caixa nova no lugar da caixa matriz e afaste a caixa matriz em pelo menos 10 metros de distância.

Abelhas Mandaçaia – Discos Maduros – Divisão

Imediatamente as campeiras começarão a trabalhar para organizar a nova caixa, fazendo cera para o invólucro dos discos de cria e para os potes de alimento. Para facilitar o trabalho das abelhas é recomendado que na divisão seja fornecido cera alveolada, reduzindo o tempo de trabalho das campeiras e estabilizando a nova colmeia mais rapidamente.

Após três dias da divisão, já é possível fazer a alimentação da nova comeia, oferecendo 50ml de alimentação energética a cada três dias.

Dos discos de cria nascerão algumas princesas virgens e o enxame vai escolher uma para ser a rainha. Dentro de alguns dias, geralmente entre 15 e 30 dias será possível observar postura da nova rainha. É importante observar que se passados 30, 35 até 40 dias e o enxame não tiver postura, ou seja, não tiver uma rainha, deve-se introduzir mais um ou dois discos de cria maduros.

Abelhas mandaçaia venda

Os preços de enxames de abelhas mandaçaia variam pela qualidade e idade do enxame. Por exemplo divisões estabilizadas custam em torno de 250 a 300 reais. Enxames matrizes podem chegar a 400 ou 450 reais dependendo da genética.

Abelhas mandaçaia mel

Mel de coloração bem clara, por vezes quase que transparente. Não é ácido e o sabor é caracterizado pelo material que as abelhas utilizam para a construção dos potes de armazenamento de mel.

Mel de abelhas mandaçaia benefícios

Estudos recentes demonstram que o mel de mandaçaia tem propriedades medicinais como por exemplo antimicrobiana, antivirais, antiparasitária, antioxidante, anti-inflamatória e anti-carcinogênica. A produção anual fica em torno de 2 kg de mel.

Forídeos

Forídeos – Saiba como evitar forídeos em seu meliponário. Controle utilizando armadilha para forídeos. Como acabar com forídeos nos enxames.

Forídeos são pequenas moscas e pertencem a ordem Diptera (insetos com apenas um par de asas denominados moscas). Esse inseto é conhecido como o pior inimigo das abelhas sem ferrão por facilmente destruírem totalmente uma colmeia. E também por se espalharem com rapidez para os demais enxames, infestando totalmente o meliponário. Os adultos são muito ágeis, dentro de uma colmeia eles correm de um lado para o outro muito rapidamente.

Inimígos Naturais – Forídeos

Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Ciclo de vida dos Forídeos

Ao invadirem um enxame, as fêmeas depositam seus ovos, que podem chegar a 70 ovos por postura, nos potes de pólen abertos, nas crias mais novas com alimento exposto e na lixeira. Então ao eclodir os ovos, cerca de 3 dias após a postura, as larvas se alimentam do pólen estocado pelas abelhas. Em casos de grandes infestações as larvas consomem totalmente os favos de crias verdes, pois eles contem uma grande quantidade de alimento larval. O ciclo de vida dos forídeos pode se dar em períodos muito curtos, variando de 3 a 10 dias, dependendo das condições ambientais e a disponibilidade de alimento.

Como evitar forídeos

Controle de forídeos no meliponário é a melhor forma de como evitar uma infestação. Os meliponicultores devem manter o meliponário sempre limpo, livre de materiais em decomposição e caixas antigas vazias. Durante as revisões não se deve danificar os potes de pólen e as crias. Assim quando é feita a divisão de enxames, as novas colmeias  devem ficar muito populosas e sem potes de pólen. Então as armadilha devem ser espalhadas nas proximidades do meliponário. Em divisões de enxames é recomendado colocar uma armadilha dentro da caixa para capturar os que consigam passar pela frágil segurança de um novo enxame.

Como acabar com forídeos

Caso seu enxame esteja com uma infestação, é recomendado que seja feita a transferência do enxame para uma caixa nova limpa. Assim, elimine todos os potes de pólen e discos de cria atacados pelas larvas. Portanto nesta caixa nova deve-se colocar uma armadilha para forídeos e alimentação. Contudo, caso não seja possível fazer a transferência para uma nova caixa, deve ser retirado todos os potes de pólen e discos de cria atacados. Então limpe toda a sujeira da lixeira, remova todas as larvas e coloque uma armadilha. Nos primeiros dias após a limpeza, monitore a colmeia diariamente.

Armadilha para Forídeos

A confecção de armadilha para forídeos é bastante simples. Basta fazer furos na lateral de um pote. Então esses furos dever ser de tamanho suficiente para a entrada dos forídeos porém não devem permitir a entrada das abelhas. Geralmente o tamanho de um prego fino é o suficiente.

Armadilha para Forídeos

Dentro do pote deve ser colocado 1 gota de detergente e vinagre de maça. O vinagre de maça tem o cheiro muito semelhante ao do pólen, assim atrai os forídeos para dentro da isca. A gota de detergente é fundamental para o funcionamento da armadilha para forídeos pois assim o inseto que cai na solução afunda e se afoga.

Como Mudar Colmeias de Lugar

Como Mudar Colmeias de Lugar – Saiba o procedimento correto para mudar as caixas de abelhas de lugar sem perder campeiras do enxame.

Como mudar colmeias de lugar sem que as abelhas campeiras voltem para o antigo local? Existem três técnicas que podem ser utilizadas para realizar este procedimento de mudar colmeias de lugar sem causar transtornos as suas abelhas.

Como mudar colmeias de lugar – Técnica do Raio de Ação:

Esta técnica é mais utilizada em capturas de abelhas por geralmente a captura ser distante do meliponário. Também é utilizada em mudança de lugar de caixas de abelhas Apis Mellifera.

A técnica consistem em fechar a caixa a noite e levar o enxame para uma distância maior do que seu raio de ação. A caixa pode ser aberta assim que chegar no novo local.

Como este novo local é desconhecido pelas abelhas por conta da distância ser maior que o raio de ação das abelhas, assim que saírem da caixa elas fazem o voo de reconhecimento novamente. Deixe o enxame de 30 a 40 dias neste local e depois ele pode ser levado para o novo local definitivo.

Nesta técnica é muito importante respeitar o raio de ação das abelhas. Por exemplo as abelhas mandaçaia tem um raio de ação de 3km. Abelhas menores como abelhas jataís e abelhas mirins possuem raio de ação de 800 metros a 1km.


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Como mudar colmeias de lugar – Técnica de Confinamento:

Uma técnica bastante utilizada para mudar colmeias de lugar é fazendo o confinamento do exame. Essa técnica consistem em fechar a entrada do enxame a noite assim evitando a saída das abelhas pela manhã seguinte. Existem diversas maneiras de fechar a entrada do enxame.

O importante é evitar que as abelhas consigam sair da colmeia, mas é preciso que continue passando ar para as abelhas. Por exemplo uma maneira muito prática de fechar a entrada é colocando um pedaço de tela mosquiteira enrolada na entrada.

Como fechar caixa de abelhas sem ferrão

Após o confinamento do enxame, deve-se transferir a colmeia para o novo local e deixar a caixa fechada por 7 dias. Não há problemas em deixar o enxame fechado por esse tempo. Caso você queira alimentar o enxame, abra a caixa a noite e coloque o alimento para as abelhas, assim você evita que elas saiam da caixa durante o procedimento.

Depois de 7 dias, a entrada da caixa pode ser aberta, então as abelhas começam a sair da caixa e fazem novamente o voo de reconhecimento do novo local. Algumas abelhas ainda podem voltar para o local antigo, mas serão poucas ou nenhuma campeira que será perdida.

Como mudar colmeias de lugar – Técnica de Aproximação Diária:

Esta técnica consiste em mudar a colmeia de lugar de 20 em 20cm por dia até chegar no novo local. Esta técnica é interessante para mudar colmeias de lugar quando a distância não é muito grande. Como podemos ver neste exemplo, o objetivo é colocar a caixa na prateleira de cima. Então a cada dia movemos a caixa 20cm na direção do novo local.

Como mudar colmeias de lugar – Dia 1

 

Como mudar colmeias de lugar – Dia 2

 

Como mudar colmeias de lugar – Dia 3

 

Como mudar colmeias de lugar – Dia 4

 

Como mudar colmeias de lugar – Dia 5

 

Como mudar colmeias de lugar – Dia 6

 

Como mudar colmeias de lugar – Dia 7

Portanto ao final do procedimento a colmeia vai estar no local desejado e as  abelhas estarão encontrando a caixa sem problemas. A distância movida diariamente pode variar de acordo com o que você acha ideal. Recomendamos 20cm diários por ser uma distância curta já testada e que demonstrou ótimos resultados.

Esta técnica pode ser usadas para distâncias mais longas também. A diferença é que pode levar mais tempo até chegar no novo local definido.

Resumo de como mudar colmeias de lugar:

Portanto as três técnicas funcionam muito bem, entretanto a melhor técnica é a técnica do raio de ação. Esta técnica tem os melhores resultados, mas é necessário que você tenha um local distante disponível para deixas as colonias durante o período necessário.

As outras duas técnicas também funcionam muito bem e não trazem muitas perdas de abelhas campeiras.

Assim, a técnica do confinamento é recomendada para quaisquer distâncias, porem distancias menores que 5 metros tendem a fazer algumas campeiras retornarem ao local antigo.

A técnica da aproximação diária é recomendada para distâncias entre 20 cm até 5 metros.

Abelhas Jataí

Abelhas Jataí – Espécie de abelha sem ferrão mais popular no Brasil.

Abelhas Jataí – A palavra “jataí” é de origem indígena e vem da língua tupi antigo “yata’ i”. As abelhas jataí fazem parte da tribo das Trigonas.

Abelhas Jataí

 


Nome Popular: Jataí.


Nome Científico: Tetragonisca Angustula, Tetragonisca Fiebrigi, Tetragonisca Weyrauchi.


População: 5 mil abelhas.


Alcance de voo: 1 km.


Tamanho de Caixa INPA: Ninho e sobre ninho 12x12x7. Melgueira 12x12x5.


Distância entre colmeias: de 1,5 metro a 2 metros de distância


Produção de mel: 1 kg por ano  


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


 Abelhas Jataí são encontradas em todas as regiões do Brasil. Assim é considerada a abelha sem ferrão mais popular do país. Abelhas Jataí são facilmente encontradas em centros urbanos. Principalmente em troncos de árvores mais velhas, localizadas em praças ou até mesmo em calçadas.

Abelhas jataí são conhecidas por sua robustez, assim vivem no frio do inverno do sul ao calor do centro e norte do país.

Existem 3 espécies de abelhas jataí. Tetragonisca angustula (Latreille, 1811), Tetragonisca fiebrigi (Schwarz, 1938) e Tetragonisca weyrauchi (Schwarz, 1943).

A diferença entre Tetragonisca angustula e Tetragonisca fiebrigi fica no mesepisterno da abelha. Por exemplo nesta imagem podemos observar a diferença das espécies de abelhas jataí. Por exemplo na imagem A, podemos observar o mesepisterno preto da  Tetragonisca angustula. Por exemplo na imagem B, observamos o mesepisterno amarelo da Tetragonisca fiebrigi. Na imagem C, podemos observar por exemplo, uma abelhas jataí mestiça, com a caracteristicas das outras duas abelhas.

Abelhas Jataí – Diferenças

Tetragonisca weyrauchi, também conhecida como Abelha Jataí Acreana tem caracteristicas um pouco diferentes das outras duas espécies.

Jataí Acreana

 

Morfologia

As abelhas jataí tem coloração amarelo dourado e possuem corbículas(aparelho coletor de pólen) pretas. Esta abelha sem ferrão é muito mansa, portanto sua criação é bastante simples. Então sua defesa contra ameaças são mordidas e/ou a utilização de cerume para grudar em sua ameaça. Assim as abelhas jataí podem ser criadas perto de pessoas e animais sem oferecer riscos para ninguém nem mesmo a elas próprias.

Organização

Assim como todos os apídeos, as jataís possuem uma sociedade organizada dividida em: operárias, zangões e rainha. Portanto a colmeia de Abelhas Jataí possui uma média de 5.000 (5 mil) abelhas.

Operárias:

São abelhas pequenas com comprimento de aproximadamente 5mm. Possuem abdômen dourado, cabeça e tórax preto. Possuem mandíbulas que são usadas como armas contra ameaças à colmeia. As operárias exercem funções de faxineiras, sentinelas e coletoras. As operárias voam até 1 quilometro para coletar néctar, pólen e resina. Assim a quantidade de operárias em uma colmeia varia de algumas centenas e podem chegar até 5 mil abelhas por colmeia.

Zangões:

São abelhas muito parecidas com as operárias, apenas possuem um abdômen um pouco mais longo. Portanto sua função em uma colméia é fecundar a rainha virgem, portanto existem pouquíssimos zangões em uma colméia.

Rainha:

É uma abelha completamente diferente das demais, possui um abdômen muito grande, assim faz com que a rainha não consiga voar. Possui aproximadamente 10 mm de comprimento. Uma rainha chega a colocar 50 óvulos por dia. A rainha virgem voa somente para ser fecundada e formar uma nova colmeia.

As rainhas virgens nascem de uma célula real, onde é depositado mais alimento no momento em que a rainha faz a postura. A célula real é muito maior que as células de crias normais, assim como pode ser visto na imagem abaixo. As Abelhas Jatai fazem parte da tribo das abelhas trigonas e o nascimento de uma rainha é a principal diferenças entre Trigonas e Meliponas.

Diferença entre Trigonas e Meliponas – Trigonas – Célula Real

 

Ninho

O ninho construídos pelas abelhas jataí são circulares. O ninho é utilizado para proteger os discos de cria e é feito de batume que é uma mistura de cera e resina. Portanto os discos de cria são totalmente envolvidos pelo batume, deixando os discos de cria no centro deste invólucro.

Ninho Abelhas Jataí

Os discos de cria são construídos no sentido horizontal em camadas sobrepostas. O ciclo de reprodução geralmente se da dos discos inferiores para os superiores, ou seja, quando nos discos superiores tem ovos as células de cria inferiores estão com abelhas nascendo e prontas para receber novos ovos. Assim gerando uma sequência de reprodução.

A entrada do ninho é construído um tubo de cera característico das abelhas jataí. Ao escurecer as abelhas fecham esta entrada para a proteção do ninho. Este tubo tem pequenos furinhos que servem para controlar a entrada de ar no ninho.

Mel

O mel das abelhas Jataí é bastante suave e muito saboroso. Portanto é bastante procurado por suas propriedades medicinais anti-inflamatórias. Assim é muito indicado para o tratamento de resfriados, bronquite, glaucoma e catarata. Além de mel, as abelhas jataí produzem própolis, cera e pólen. Uma colmeia de abelhas jataí produz em média 1 kg de mel por ano, mas isso vai depender muito da disponibilidade de flora de sua região.

Como Criar Abelhas Jataí

Como criar abelhas jataí? As abelhas jataí são abelhas nativas em abundância no Brasil, a sua criação é bastante simples portanto ela exige cuidados mínimos. Então recomendamos você a ler sobre como Iniciar na Meliponicultura.

Primeiramente você precisa ler sobre Aquisição de Colmeias que podem ser de duas maneiras distintas. A primeira é comprando um enxame de um meliponicultor autorizado a vender enxames.

A segunda maneira é utilizando ninhos isca para a captura das abelhas jataí. A isca pet geralmente é feita com uma garrafa pet enrolada por jornal para dar um conforto térmico ao ninho e por cima do jornal é enrolado por um plástico preto para deixar a isca totalmente escura. Então a isca pet deve ser banhada por atrativo para abelhas sem ferrão na parte interna da isca.

Capturar Abelhas Jataí

Com a sua isca pet pronta em mão você deve posicioná-la na natureza. Para uma melhor captura é importante você armar a isca pet perto de um enxame de abelhas jataí. Procure uma árvore grossa a uns 10 metros de distância de um ninho de abelhas jataí. Amarre a isca pet a uma altura de até 1 metro e meio do chão e aguarde a captura.

Quando você observar movimentação e perceber que as abelhas jataí fizeram o canudo de entrada na isca pet você deve aguardar pelo menos 60 dias para levar a isca pet para seu meliponário, pois a colmeia capturada depende da colmeia mãe nos primeiros 60 dias antes de se tornar uma colmeia independente.

Passado este período você deve pegar a isca pet com o enxame à noite quando todas abelhas estão dentro da colmeia e leva-lo para o seu meliponário. Posicione a isca pet no local definitivo do enxame e aguarde de 5 a 10 dias para fazer a transferência para uma caixa racional.

Depois que você tiver sucesso em sua captura de abelhas jataí, finalmente é hora de se preocupar com a caixa em que elas se desenvolverão assim que serem transferidas da isca. Existem vários Modelos de Caixas para Abelhas sem Ferrão.

Caixas Para Abelhas Jataí

Geralmente elas se desenvolvem muito bem em dois tipos de caixas bastante conhecidas pelos meliponicultores, caixas INPA e caixas jataí AF inteligente. Assim fica a seu critério a escolha de qual caixa usar e lembre-se que é muito importante a padronização das caixas de seu meliponário para que facilite na hora de divisão de enxames e coleta de mel.

Defina onde será seu meliponário. As abelhas nativas procuram na natureza locais sombreados e com pouca incidência de vento. Então quando você for decidir onde será instalado seu meliponário, leve em conta esses dois fatores sombra e pouco vento. Também é interessante instala-lo em um local de fácil acesso, para não haver dificuldades na hora de manejo no monitoramento dos enxames.

Transferência de Abelhas Jataí

Depois do período entre 5 e 10 dias que sua isca esta no seu meliponário se acostumando com o novo ambiente é o momento de fazer a transferência para a caixa que você escolheu utilizar. Abra a garrafa pet com muito cuidado para não danificar o ninho. Posicione o ninho na sua caixa e coloque na caixa somente os potes de mel e pólen que não foram danificados neste procedimento. Potes danificados atraem forídeos que podem exterminar com o enxame rapidamente.

Cuide para transferir todas as abelhas que estavam na isca pet para a nova caixa, especialmente as abelhas que não voam. Para isso utilize um sugador de abelhas fica muito fácil fazer a captura das abelhas da pet para passar para a caixa.

Depois de concluída a transferência, lacre toda a caixa com fita crepe para evitar o ataque dos inimigos naturais das abelhas jataís.

Após a transferência do seu enxame, é muito importante que essa colmeia seja monitorada. Nosso post sobre monitoramento de enxames explica detalhadamente o que é preciso fazer para acompanhar o desenvolvimento do seu novo enxame.

Meliponicultura Espécies

Meliponicultura Espécies – O Brasil possui cerca de 400 espécies de abelhas nativas. Veja aqui as principais abelhas sem ferrão criadas pela Meliponicultura. Espécies como Jataí, Mandaçaia, Manduri, Uruçu… entre outras.

Meliponicultura Espécies – O Brasil possui cerca de 400 espécies de abelhas Nativas popularmente conhecidas por Abelhas sem ferrão. Assim são responsáveis por até 90% da polinização das árvores nativas. A grande maioria dessas espécies são as abelhas sem ferrão solitárias.

Portanto vamos listar as principais espécies de abelhas nativas criadas na meliponicultura. Espécies utilizadas principalmente para a produção de mel.

Meliponicultura espécies principais de Abelhas Nativas criadas nas diferentes regiões do Brasil

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Acre


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:



Espécies de Abelhas Nativas do Acre
Nome popularNome científico
AcreAbelha cachorroTrigona fulviventris Guérin
AcreBeiçoMelipona Eburnea Fuscopilosa
AcreBoca de rendaMelipona Seminigra Merrillae
AcreJandaira amarelaMelipona Crinita
AcreJataí AcreanaTetragonisca weyrauchi
AcreninfParatrigona peltata
AcreUruçú Boca de RendaMelipona Seminigra Merrilae
AcreUruçu boiMelipona fuliginosa
Acre Borá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Amapá


Espécies de Abelhas Nativas do Amapá

Nome popular

Nome científico
AmapáJataiTetragonisca angustula angustula
AmapáUruçu amarela preguiçosaMelipona puncticollis
AmapáBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Amazonas

Espécies de Abelhas Nativas do Amazonas
Nome popular

Nome científico
AmazonasAbelha cachorroTrigona fulviventris Guérin
AmazonasAbelha do cupimAparatrigona impunctata
AmazonasAbelha limão / IratimLestrimelitta limao (Smith, 1863) 
AmazonasAbelha RaizS/N 
AmazonasAramãni1
AmazonasBoca de rendaMelipona Seminigra Merrillae
AmazonasBunda de VacaTrigona fulviventris fulviventris GUERIN, 1853
AmazonasCanudoScaptotrigona nigrohyrta
AmazonasGuaraipo amarelaMelipona rufiventris dubia
AmazonasJataitetragonisca angustula angustula
AmazonasLábios de morenaLeurotrigona pusila
AmazonasMoça branca ou mosquitoFrieseomelita tricocerata
AmazonasOlho de VidroTrigona Pallens
AmazonasPinto de Velho, Nariz de AntaMelipona Lateralis
AmazonasUruçu amarela preguiçosa Melipona puncticollis
AmazonasUruçú Boca de RendaMelipona Seminigra Merrilae
AmazonasUruçu boiMelipona fuliginosa
AmazonasBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado da Bahia

Espécies de Abelhas Nativas da BahiaNome popularNome científico
BahiaAbelha limão / Iratim Lestrimelitta limao (Smith, 1863)
BahiaBoca de sapoPartamona helleri (Friese, 1900)
BahiaBunda de VacaTrigona fulviventris fulviventris GUERIN, 1853
BahiaCaga fogoOxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
BahiaGuarupuMelipona bicolor bicolor
BahiaGuaxupéTrigona hyalinata (Lepeletier)
BahiaGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
BahiaIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier)
BahiaIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
BahiaJandairaMelipona subnitida
BahiaJataitetragonisca angustula angustula
BahiaLambe olhosLeurotrigona muelleri (Friese, 1900)
BahiaMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
BahiaMandaçaia MQAMelipona quadrifasciata anthidioides
BahiaMandaguari amarelaScaptotrigona xanthotricha (Holmberg)
BahiaManduri amarelaMelipona marginata
BahiaMarmelada amarela bravaFrieseomelitta varia (Lepeletier)
BahiaRajadaMelipona asilvae
BahiaTubibaScaptotrigona tubiba (Smith)
BahiaUruçu verdadeiraMelipona scutellaris
BahiaBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)
 

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Ceará

Espécies de Abelhas Nativas do CearáNome popularNome científico
CearáAbelha cachorroTrigona fulviventris Guérin
CearáIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
CearáJandairaMelipona subnitida
CearáJataiTetragonisca angustula angustula

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Distrito Federal

Espécies de Abelhas Nativas do Distrito FederalNome popularNome científico
Distrito FederalCupira pretaPartamona cupira (Smith, 1863)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Espírito Santo

Espécies de Abelhas Nativas do Espirito SantoNome popularNome científico
Espírito SantoBoca de sapoPartamona helleri (Friese, 1900)
Espírito SantoCaga fogoOxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
Espírito SantoGuarupuMelipona bicolor bicolor
Espírito SantoGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
Espírito SantoIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier)
Espírito SantoJataitetragonisca angustula angustula
Espírito SantoLambe olhos Leurotrigona muelleri (Friese, 1900)
Espírito SantoMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
Espírito SantoMandaguari amarelaScaptotrigona xanthotricha (Holmberg)
Espírito SantoMirim preguiçaFriesella schrottkyi (Friese, 1900)
Espírito SantoBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Goiás

Espécies de Abelhas Nativas do Goiás Nome popularEspécies de Abelhas Nativas do Goiás 
GoiásCaga fogo Oxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
GoiásCupira pretaPartamona cupira (Smith, 1863)
GoiásGuaxupéTrigona hyalinata (Lepeletier)
GoiásGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
GoiásIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier)
GoiásIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
GoiásJataitetragonisca angustula angustula
GoiásJataí NegraScaura latitarsis
GoiásMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
GoiásMandaçaia MQAMelipona quadrifasciata anthidioides
GoiásMandaguariScaptotrigona postica
GoiásMocinha PretaFriesiomelitta silvestre
GoiásOlho de VidroTrigona Pallens
GoiásBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Maranhão

Espécies de Abelhas Nativas do MaranhãoNome popularNome científico 
MaranhãoJataitetragonisca angustula angustula
MaranhãoninfParatrigona peltata
MaranhãoOlho de VidroTrigona Pallens
MaranhãoBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativaso – Estado de Minas Gerais

Espécies de Abelhas Nativas de Minas GeraisNome popular Nome científico
Minas GeraisAbelha cachorro Trigona fulviventris Guérin
Minas GeraisAbelha limão / IratimLestrimelitta limao (Smith, 1863)
Minas GeraisBoca de sapoPartamona helleri (Friese, 1900)
Minas GeraisCaga fogoOxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
Minas GeraisCanudoScaptotrigona depilis (Moure, 1942)
Minas GeraisCupira pretaPartamona cupira (Smith, 1863)
Minas GeraisGuarupuMelipona bicolor bicolor
Minas GeraisGuaxupéTrigona hyalinata (Lepeletier)
Minas GeraisGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
Minas GeraisIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier)
Minas GeraisIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
Minas GeraisJataitetragonisca angustula angustula
Minas GeraisLambe olhosLeurotrigona muelleri (Friese, 1900)
Minas GeraisMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
Minas GeraisMandaguari amarelaScaptotrigona xanthotricha (Holmberg)
Minas GeraisMirim guaçúPlebeia remota
Minas GeraisMirim preguiçaFriesella schrottkyi (Friese, 1900)
Minas GeraisTubibaScaptotrigona tubiba (Smith)
Minas GeraisTubunaScaptotrigona bipunctata (lepeletier)
Minas GeraisBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Mato Grosso

Espécies de Abelhas Nativas do Mato GrossoNome popularNome científico
Mato Grosso Abelha cachorroTrigona fulviventris Guérin
Mato Grosso Jataitetragonisca angustula angustula
Mato Grosso Jataí AcreanaTetragonisca weyrauchi
Mato Grosso Manduri do Mato GrossoMelipona Favosa orbignyi Guerin
Mato Grosso Borá ou VoráTetragona clavipes (fabricius) 

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Mato Grosso do Sul

Espécies de Abelhas Nativas do Mato Grosso do SulNome popularNome científico
Mato Grosso do SulCanudoScaptotrigona depilis (Moure, 1942)
Mato Grosso do SulCupira pretaPartamona cupira (Smith, 1863)
Mato Grosso do SulIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
Mato Grosso do SulMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
Mato Grosso do SulBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius) 

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Pará

Espécies de Abelhas Nativas do ParáNome popularNome científico
ParáAbelha cachorroTrigona fulviventris Guérin
ParáBeiçoMelipona Eburnea Fuscopilosa
ParáJataitetragonisca angustula angustula
ParáSeminigra pernigraMelipona Seminigra Pernigra
ParáUruçu amarela preguiçosaMelipona puncticollis
ParáBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Paraná

Espécies de Abelhas Nativas do ParanáNome popularNome Científico
ParanáAbelha limão / IratimLestrimelitta limao (Smith, 1863)
ParanáBieiraMourella caerulea (Friese, 1900)
ParanáBoca de sapoPartamona helleri (Friese, 1900)
ParanáCaga fogoOxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
ParanáCanudoScaptotrigona depilis (Moure, 1942)
ParanáGuarupuMelipona bicolor bicolor
ParanáGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
ParanáLambe olhosLeurotrigona muelleri (Friese, 1900)
ParanáMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
ParanáManduri PretaMelipona marginata Lepeletier, 1836
ParanáManduri amarelaMelipona marginata
ParanáMirim DroryanaPlebeia droryana (Friese, 1900)
ParanáMirim guaçúPlebeia remota
ParanáMirim guaçú amarelaPlebeia remota
ParanáMirim preguiçaFriesella schrottkyi (Friese, 1900)
ParanáTubunaScaptotrigona bipunctata (lepeletier)
ParanáBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado de Pernambuco

Espécies de Abelhas Nativas de PernambucoNome popularNome científico
PernambucoIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
PernambucoJandairaMelipona subnitida
PernambucoMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
PernambucoUruçu verdadeiraMelipona scutellaris

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Rio de Janeiro

Espécies de Abelhas Nativas do Rio de JaneiroNome popularNome científico
Rio de JaneiroBijui ou benjoiScaptotrigona polysticta
Rio de JaneiroBoca de sapoPartamona helleri (Friese, 1900)
Rio de JaneiroBugia, TujubaMelipona Mondory
Rio de JaneiroCaga fogoOxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
Rio de JaneiroGuarupuMelipona bicolor bicolor
Rio de JaneiroGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
Rio de JaneiroIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier)
Rio de JaneiroIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
Rio de JaneiroMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
Rio de JaneiroMandaçaia MQAMelipona quadrifasciata quadrifasciata
Rio de JaneiroMandaguariScaptotrigona postica
Rio de JaneiroMandaguari amarelaScaptotrigona xanthotricha (Holmberg)
Rio de JaneiroManduriMelipona marginata carioca
Rio de JaneiroMirim guaçúPlebeia remota 
Rio de JaneiroBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Rio Grande do Norte

Espécies de Abelhas Nativas do Rio Grande do NorteNome popularNome científico
Rio Grande do NorteJandairaMelipona subnitida
Rio Grande do NorteJataitetragonisca angustula angustula
Rio Grande do NorteMarmelada amarela bravaFrieseomelitta varia (Lepeletier)
Rio Grande do NorteRajadaMelipona asilvae
Rio Grande do NorteUruçu verdadeiraMelipona scutellaris

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado do Rio Grande do Sul

Espécies de Abelhas Nativas do Rio Grande do SulNome popularNome científico
Rio Grande do SulAbelha limão / IratimLestrimelitta limao (Smith, 1863)
Rio Grande do SulAbelha limão / IratimLestrimelitta sulina Marchi & Melo, 2006
Rio Grande do SulGuaraipoMelipona bicolor schencki Gribodo, 1893
Rio Grande do SulManduriMelipona Torrida
Rio Grande do SulMandaçaia MQQMelipona quadrifasciata quadrifasciata
Rio Grande do SulMirim do chão, bieiraMourella caerulea (Friese, 1900)
Rio Grande do SulIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier, 1836)
Rio Grande do SulMirim sem BrilhoParatrigona subnuda Moure, 1947
Rio Grande do SulMirimPlebeia catamarcensis (Holmberg, 1903)
Rio Grande do SulMirim DroryanaPlebeia droryana (Friese, 1900)
Rio Grande do SulMirim EmerinaPlebeia emerina (Friese, 1900)
Rio Grande do SulMirimPlebeia meridionalis (Ducke, 1916)
Rio Grande do SulMirim NigricepsPlebeia nigriceps (Friese, 1901)
Rio Grande do SulMirim GuaçúPlebeia remota (Holmberg, 1903)
Rio Grande do SulMirim SaiquiPlebeia saiqui (Holmberg, 1903)
Rio Grande do SulMirim MosquitoPlebeia wittmanni Moure & Camargo, 1989
Rio Grande do SulTubunaScaptotrigona bipunctata (Lepeletier, 1836)
Rio Grande do SulCanudoScaptotrigona depilis (Moure, 1942)
Rio Grande do SulTubibaScaptotrigona tubiba (Smith, 1863)

Rio Grande do Sul
Mel de chão, guiruçu Schwarziana quadripunctata (Lepeletier, 1836)

Rio Grande do Sul
Vorá, borá, jataizãoTetragona clavipes (Fabricius, 1804)

Rio Grande do Sul
Jataí, alemanzinhoTetragonisca angustula (Latreille, 1811)

Rio Grande do Sul
Jataí, alemanzinhoTetragonisca fiebrigi (Schwarz, 1938)

Rio Grande do Sul
ArapuáTrigona spinipes (Fabricius, 1793)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado de Rondônia

Espécies de Abelhas Nativas de RondôniaNome popularNome científico
RondôniaJataitetragonisca angustula angustula
RondôniaJataí AcreanaTetragonisca weyrauchi
RondôniaMandaguari
Scaptotrigona postica
 

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado de Roraima

Espécies de Abelhas Nativas de RoraimaNome popularNome científico
RoraimaUruçú Boca de RendaMelipona Seminigra Merrillae

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado de Santa Catarina

Melipona marginata Lepeletier, 1836Nome popularNome científico
Santa CatarinaAbelha limão / IratimLestrimelitta limao (Smith, 1863)
Santa CatarinaBieiraMourella caerulea (Friese, 1900) 
Santa CatarinaBoca de sapoPartamona helleri (Friese, 1900)
Santa CatarinaBugia, TujubaMelipona Mondory
Santa CatarinaCaga fogoOxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
Santa CatarinaGuarupuMelipona bicolor bicolor
Santa CatarinaGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
Santa CatarinaIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier)
Santa CatarinaIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
Santa CatarinaJataitetragonisca angustula angustula
Santa CatarinaLambe olhosLeurotrigona muelleri (Friese, 1900)
Santa CatarinaMandaçaia MQQ Melipona quadrifasciata quadrifasciata
Santa CatarinaMandaguariScaptotrigona postica
Santa CatarinaManduri PretaMelipona marginata Lepeletier, 1836
Santa CatarinaManduri AmarelaMelipona marginata Lepeletier, 1836
Santa CatarinaMirim DroryanaPlebeia droryana (Friese, 1900)
Santa CatarinaMirim guaçúPlebeia remota
Santa CatarinaMirim guaçú AmarelaPlebeia remota
Santa CatarinaTubibaScaptotrigona tubiba (Smith)
Santa CatarinaTubunaScaptotrigona bipunctata (lepeletier)
Santa CatarinaBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado de São Paulo

Tetragona clavipes (fabricius)Nome popularNome científico
São PauloAbelha cachorroTrigona fulviventris Guérin
São PauloAbelha limão / IratimLestrimelitta limao (Smith, 1863)
São PauloBijui ou benjoiScaptotrigona polysticta
São PauloBoca de sapoPartamona helleri (Friese, 1900)
São PauloBugia, TujubaMelipona Mondory
São PauloCaga fogoOxytrigona tataira tataira (Smith, 1863)
São PauloCanudoScaptotrigona depilis (Moure, 1942)
São PauloCupira pretaPartamona cupira (Smith, 1863)
São PauloGuarupuMelipona bicolor bicolor
São PauloGuaxupéTrigona hyalinata (Lepeletier)
São PauloGuiruçú/ Mel do chãoSchwarziana quadripunctata
São PauloIraiNannotrigona testaceicornis (Lepeletier)
São PauloIrapuáTrigona spinipes (Fabricius)
São PauloJataitetragonisca angustula angustula
São PauloLambe olhosLeurotrigona muelleri (Friese, 1900)
São PauloMandaçaia MQQ Melipona quadrifasciata quadrifasciata
São PauloMandaçaia MQAMelipona quadrifasciata anthidioides
São PauloMandaguariScaptotrigona postica
São PauloMandaguari amarelaScaptotrigona xanthotricha (Holmberg)
São PauloManduriMelipona marginata carioca
São PauloManduri amarelaMelipona marginata
São PauloMirim DroryanaPlebeia droryana (Friese, 1900)
São PauloMirim guaçúPlebeia remota
São PauloMirim preguiçaFriesella schrottkyi (Friese, 1900)
São PauloSanharãoTrigona truculenta
São PauloTubibaScaptotrigona tubiba (Smith)
São PauloTubunaScaptotrigona bipunctata (lepeletier)
São PauloBorá ou VoráTetragona clavipes (fabricius)

Meliponicultura Espécies de Abelhas Nativas – Estado de Sergipe

Nome popularNome popularNome científico
SergipeTubibaScaptotrigona tubiba (Smith)

Caixas Jataí AF Inteligente

Caixas Jataí AF Inteligente foram desenvolvidas especialmente para a criação de abelhas Jataí. Veja as medidas para fazer Caixas Jataí AF Inteligente.

Caixas Jataí AF Inteligente foram desenvolvidas pelo meliponicultor Ailton Fontana em seu próprio apiário, Apiário Flamboyant.

Caixas Jataí AF Inteligente foram desenvolvidas para facilitar a divisão de enxames e principalmente otimizar a colheita de mel. Assim interferindo o mínimo possível na colmeia para não estressar as abelhas jataí.

As Caixas Jataí AF Inteligente consistem em um modelo de caixa vertical, assim as divisões da colmeia são feitas com  espécies de gavetas que dividem o ninho, sobreninho e melgueiras.

O modelo que as abelhas jataí melhor se desenvolvem consistem em ter três melgueiras alem do ninho e sobreninho.

É muito interessante a padronização das medidas das caixas, assim simplifica o manejo das abelhas jataí.

Com as gavetas padronizadas, na colheita de mel ou ate mesmo na divisão de enxames, você passa as gavetas de uma caixa pra outra sem se preocupar com adaptações.

O que facilita muito o manejo e diminui o estresse das abelhas nessas operações.


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Medidas Caixas Jataí AF Inteligente

Medidas Caixas AF Jataí Inteligente

Montagem Caixas Jataí AF Inteligente

As gavetas são compostas por quatro ripas de 12,5cm de comprimento x 1cm de espessura x 5cm de altura.

Ripa 125x50x10mm – Medidas Caixa AF Inteligente Jataí

Estas ripas são pregadas sobrepostas deixando uma medida interna de 11,5cm.

Ripas Sobrepostas – Medidas Caixa AF Inteligente Jataí

Por fim, com as quatro ripas pregadas sobrepostas temos a gaveta montada com as medidas internas de 11,5cm x 11,5cm. Assim para finalizar o módulo e dar uma base para as gavetas, é utilizado um arame para fazer uma espécie de grade para dar sustentação as construções das abelhas.

Módulo Gaveta – Medidas Caixa AF Inteligente para Abelhas Jataí

A caixa é composta por duas tábuas de 15cm comprimento x 2cm espessura x 28cm altura para as laterais e duas tábuas 18cm comprimento x 2cm espessura x 28cm altura para a frente e a traseira da caixa. O fundo e a tampa tem dimensões de 20cm comprimento x 2cm espessura x 20cm altura.

No fundo da caixa é colocada as duas ripas de 15cm x 1cm x 1cm para manter as gavetas elevadas o suficiente para as abelhas entraram na caixa. Portanto esse vão também funciona como uma lixeira para as abelhas Jataí.

Montagem Caixa AF Inteligente para Abelhas Jataí

Caixas AF Jataí Inteligente Completa

Portanto a caixa completa conta com 5 módulos gavetas, sendo um ninho, um sobreninho e três melgueiras. Entre cada gaveta deve-se colocar dois acetatos separando as gavetas. Assim evita que as gavetas fiquem grudadas uma nas outras, facilitando o manejo da caixa.

Caixa AF Inteligente para Abelhas Jataí

Neste vídeo o meliponicultor Ailton Fontana explica detalhadamente a montagem das Caixas Jataí AF Inteligente.

Este modelo de caixa também pode ser usado para criar abelhas Mirim e abelhas Iraí. Estas abelhas sem ferrão também se adaptam a este modelo vertical com divisórias sendo feitas com gavetas. Assim as medidas podem ser as mesmas que utilizadas para abelhas jataí.

Caixas Jataí AF Inteligente

Caixas Jataí AF Inteligente – Prós x Contras

As Caixas Jataí AF Inteligente possuem as vantagens de padronização das caixas, assim cada gaveta pode ser usada em qualquer caixa do modelo. Assim a fácil coleta de mel e divisão dos enxames são fatores muito positivos no modelo Caixas Jataí AF Inteligente.

Um problema encontrado neste modelo foi da propolização das abelhas nas junções das gavetas. Isso torna o manejo um pouco mais complicado, pois as gavetas ficam grudadas uma nas outras com o própolis das abelhas jatais. Requer um pouco de cuidado no manejo durante o descolamento das gavetas.

Comprar Caixas Jataí AF Inteligente

Existem diversas pessoas e empresas que comercializam as caixas jataí AF inteligente. Você encontra facilmente no mercado livre ou até mesmo na OLX. Você podem também pesquisar no google pelas empresas que produzem este tipo de caixa.

Caixas INPA

Caixas INPA foram desenvolvidas para a otimização de Divisão de enxames e Coleta de Mel. Veja as medidas para fazer caixas INPA para cada espécie de abelha sem ferrão.

Caixas INPA foram aperfeiçoadas pelo pesquisador Fernando Oliveira quando trabalhou no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Assim ele batizou as caixas INPA com a sigla do instituto. O aperfeiçoamento foi desenvolvido com o objetivo de facilitar o trabalho dos meliponicultores. Assim otimizando a divisão de enxames e facilitando a coleta de mel.

As caixas INPA são formadas por três módulos básicos: Ninho, Sobre ninho e Melgueira. Então o tamanho dos módulos e a quantidade de melgueira vão depender de cada espécie de abelhas sem ferrão que serão criadas nestas caixas INPA.

Caixas INPA com dimensões maiores devem ser construídas para espécies de favos de cria maiores. Enquanto caixas  INPA menores devem ser confeccionadas para espécies de ninhos menores.


Faça parte do nosso Grupo do Facebook, Acesse o Link:


LEIA TAMBÉM NOSSOS ARTIGOS SOBRE:


Portanto o dimensionamento ideal da largura da caixa deve levar em conta o diâmetro máximo dos favos de cria que determinada espécie é capaz de construir.

Uma regra interessante a se seguir é fazer a caixa com 2 centímetros maior que o diâmetro máximo dos favos de cria para cada lado. Assim o ninho vai ter um espaço de 2 centímetros entre cada lado da caixa para construir potes de alimento.

Por exemplo: se o maior favo de cria que um meliponicultor encontrou, possui 12cm, como por exemplo os discos de cria de uma Abelha Manduri, ele deve construir a caixa com dimensões horizontais internas de 16cm(C) x 16cm(L).

Modelo de Caixas INPA para Abelhas sem Ferrão

 

Modelo da disposição geral de uma caixa INPA

 

Colmeia de uruçu-nordestina instalada em uma caixa INPA

O modelo de caixas INPA traz ótimos resultados na criação de abelhas sem ferrão. Portanto a facilidade de montagem da caixa e otimização de manejo, divisões de enxames e coleta de mel garantem a preferencia do modelo de caixas INPA entre os meliponicultores mais experientes.

Modelo de Caixas INPA – Medidas

Medidas de Caixa INPA para Mandaçaia MQA, Tiubá, Jupará, Jandaíra, Guaraipo: 15cm(C) x 15cm(L) x 7,5cm(A)

Medidas de Caixas INPA para Abelhas sem Ferrão

 

Medidas de Caixas INPA para Mandaçaia MQQ, Uruçu, Uruçu Nordestina, Uruçu Boca de Renda, Uruçu Amarela, Bugia, Tubuna, Mandaguari, Tubi, Canudo, Borá, Mombucão:

Medidas internas de ninho, sobre ninho e melgueiras – 20cm(C) x 20cm(L) x 8cm(A).

Medidas de Caixas INPA para Manduri:

Medidas internas de ninho, sobre ninho e melgueiras – 16cm(C) x 16cm(L) x 7cm(A).

Medidas de Caixas INPA para Jataí e Iraí:

Medidas internas de ninho, sobre ninho e melgueiras – 12cm(C) x 12cm(L) x 5cm(A).

Medidas de Caixas INPA para Mirim Guaçu, Mirim Droryana, Mirim Preguiça, Lambe Olhos:

Medidas internas de ninho, sobre ninho e melgueiras – 10cm(C) x 10cm(L) x 5cm(A).

Módulo Ninho – Modelos de Caixas INPA

Nota-se que o módulo de ninho contém um orifício circular de entrada, geralmente com 12 mm de diâmetro.

O tamanho relativamente maior do que se costuma encontrar em colmeias naturais é proposital, já que possibilita às abelhas moldarem sua entrada, com geoprópolis ou cerume, do tamanho que lhes convém.

Orifícios muito pequenos restringem a passagem das abelhas, considerando que as mesmas não são capazes de perfurar a madeira.

Portanto a vulnerabilidade a pragas proporcionada pelo tamanho grande do orifício nos momentos que sucedem uma captura, transferência ou divisão podem ser minimizada com a redução deste espaço com cerume.

Gradativamente, as abelhas substituem o cerume disponibilizado pelo meliponicultor pelo material de sua preferência.

Módulo de sobre ninho – Modelos de Caixas INPA

Observa-se que o módulo de sobre ninho, possui quatro cantoneiras triangulares em sua parte inferior, assim formando uma passagem em forma de losango.

Esse sistema é o grande responsável pela eficiência dessa caixa para o processo de divisão de colmeias.

Dependendo do nível de desenvolvimento das colmeias, mais que um módulo de divisão pode ser utilizado para abrigar o ninho.

A Melgueira – Modelos de Caixas INPA

Por fim, possui um assoalho de madeira fina (0,5 a 1 cm) ou de acetato que limita o crescimento vertical do ninho, com duas frestas nas laterais, as quais permitem o acesso das abelhas ao espaço reservado para o acúmulo de alimento.

De acordo com o potencial produtivo da espécie criada, várias melgueiras podem ser utilizadas concomitantemente nas caixas INPA.

Comprar Caixas INPA

Muitas pessoas e empresas produzem estas caixas INPA para venda. Pesquise no mercado livre ou até mesmo na OLX. Você também pode ir direto ao site do vendedor para fazer sua compra de caixas INPA.